|
Enciclopédias
da Cidade
Volume
V - Itapagipe
Fotos por Cláudio Davi
Itapagipe guarda imagens da riqueza natural e histórica.
Saudada como um paraíso bucólico,
em cada ponta emerge a memória de uma época áurea com fábricas, festas, riquezas.
Itapagipe avança ao mar, aterros e palafitas
compõem ainda sua paisagem. Na enciclopédia
Memória em Movimento: nas terras e nas águas
de Itapagipe, ressaltamos o passado rico e próspero,
a força e a mobilização das
pessoas que moram lá. O Grupo Bagunçaço,
que é ONG e banda, desenvolve uma ação
sócio-cultural interessante, agregando crianças
e adolescentes do bairro e com a organização
de um centro cultural que atende à comunidade
dos Alagados.
Download da Enciclopédia
Como
atrações do bairro:
Banco
dos Vadios
Bagunçaço
Estação
de Trem da Calçada
Banco
dos Vadios
O
Banco dos Vadios nasceu na década de 1940
quando um grupo de quatorze senhores se reuniu
no fim de tarde, embaixo de uma Nogueira (árvore)
plantada por eles próprios na Praia do
Bogari, na Ribeira, onde hoje está instalada
a sede do clube Cabana do Bogary. Ali se concentravam
militares, bancários, advogados, aposentados,
para conversar sobre a pesca, a política,
esporte ou simplesmente para apreciar a vista.
Desta confraternização nasceu o
hábito do jogo de dominó. A primeira
partida foi disputada em cima de uma caixa de
pescador.
Com a construção da sede do Cabana
do Bogary, o Banco dos Vadios foi sendo empurrado
para mais longe, perdendo seu posto embaixo da
Nogueira. O primeiro banco de fato foram duas
bandas de uma canoa furada que eram usadas como
assento. Durante a prefeitura de Lídice
da Mata, o espaço ocupado no passeio da
Av. Beira Mar foi calçado e recebeu bancos
e mesas de concreto para os jogos. Naquela época
além do dominó já se praticava
também o jogo de cartas. Recentemente a
melhoria veio com a instalação de
um toldo e iluminação pelo deputado
Marcelo Guimarães, que já freqüentou
o local.
Hoje as atividades do Banco dos Vadios são
diárias, sendo interrompidas apenas pelo
horário do almoço. Durante o dia
é possível encontrar os aposentados,
a exemplo do Sr. Francisco Fortuna, Seu Chico,
com 89 anos, aposentado do Banco do Brasil, o
único sobrevivente do grupo fundador do
Banco. A noite é reservada para os que
trabalham durante o dia. O Banco dos Vadios é
um espaço de convivência democrático,
freqüentado inclusive pela juventude, onde
a única proibição é
o consumo de bebidas alcoólicas.
Topo
Bagunçaço
O Centro Cultural Bagunçaço é
uma entidade civil sem fins lucrativos, que teve
início em 1991 quando um morador do local,
Joselito Crispim Assis, sentiu a mportância
das brincadeiras com latas de grupos de crianças
nas ruas. A idéia era organizar a bagunça
sonora produzida por estes grupos e angariar o
apoio da comunidade. Hoje é considerado
um dos centros da comunidade de Alagados.
Muitos jovens têm acesso a uma biblioteca,
a aulas de cidadania envolvendo atividades educativas
diversas como teatro e oficinas de reciclagem
de lixo. Há também um movimento
ecológico criado pelo Bagunçaço
que é o Projeto Ilha do Rato, que luta
pela preservação da pequena ilha
localizada no meio dos Alagados.
Além da Banda de Percussão Bagunçaço,
formada por adolescentes que utilizam instrumentos
confeccionados por eles mesmos, a partir do reaproveitamento
de embalagens usadas, tonéis de carbureto,
latas de manteiga, de solvente, de biscoitos importados
transformam-se em música. A partir dessa
banda, muitas outras surgiram (a banda Dilatasom,
Banda Explode e a Sucatamania, por exemplo), sempre
com o mesmo princípio de reaproveitamento
do lixo, para confecção dos instrumentos.
Topo
Estação
de Trem da Calçada
Construída
em 1936 e inaugurada em 28 de junho de 1860, a
estação de trens de Salvador foi
aberta com o nome de Estação Jequitaia
e já foi chamada de “Baía
e Estação da Calçada”.
Está localizada no Largo da Calçada
e liga a Calçada ao subúrbio ferroviário,
mas já foi uma importante ligação
entre Salvador e as cidades do recôncavo.
Havia uma linha de trilhos que ligava a Estação
da Calçada ao porto de Salvador, sem paradas
intermediárias. Até o início
da década de setenta, do século
XX, essa linha percorria toda a extensão
do cais do porto, mas com a construção
de terminal de containers, naquela mesma década,
o ramal ferroviário passou a chegar só
até o terminal ferroviário do porto.
Os trens cruzavam as avenidas da cidade baixa,
passando por dentro da Feira de São Joaquim,
bem rente às barracas. Por isso, só
podiam trafegar no horário da madrugada.
Com a construção do Porto de Aratu,
a linha férrea ligando a Calçada
ao porto de Salvador deixou de ter utilidade e
foi desativada na segunda metade da década
de noventa. Os trilhos ainda existem no local,
cobertos pelo asfalto, mas ainda visíveis
em alguns pontos do Largo da Calçada e
em São Joaquim.
Em 1925, houve na Estação da calçada
a recepção das tropas baianas que
participaram da batalha em Catanduvas, pelo Governador
Góis Calmon. A Estação de
trens da Calçada sofreu uma grande reforma
em 1936 e outra em 1981. Hoje ela é administrada
pela CBTU – Companhia Brasileira de Transportes
Urbanos e no seu interior guarda uma antiga locomotiva
movida a vapor, do modelo da Maria Fumaça.
Topo
Download da Enciclopédia
Para adquirí-lo, basta fazer o download
dos seus arquivos em arquivo compactado .zip (Winzip). Será necessário descompactar primeiro os arquivos, eles estarão numa pasta com o nome respectivo da enciclopédia, depois é só clicar no arquivo itapagipe.exe (não contém vírus). Mais informações ou dúvidas, enviar e-mail para webmaster@viamagia.com.br
Volume V - Itapagipe
(Tamanho do arquivo: 17,41 MB)
Topo |
|