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Memória

A História e as Histórias

Seu Dudu

Seu Dudu mora desde 1936 na Federação. Aos 11 anos ele foi para o Alto das Pombas, onde seu pai comprou um terreno - antes ele tinha uma cocheira de vaca onde hoje se encontra um posto de gasolina no Vale do Canela. Carros pequenos não entravam lá, ele conta, só caminhão. As lavadeiras lavavam roupa na parte baixa da roça dos pais de seu Dudu – depois, nos anos 50, foi construída uma lavanderia na rua Teixeira Mendes, no Alto das Pombas.

Seu Dudu conta da relação com o centro da cidade, onde tinha as farmácias, onde ele fazia compras, ia ao cinema. No carnaval na Rua Chile, ele lembra, as pessoas colocavam as cadeiras na rua para curtir a festa – amarravam uma cadeira na outra pra ninguém levar.

Ele conta que se jogava bola no Vai Quem Quer, depois da rua Pilão sem Tampa. O Vai Quem Quer era um brejo, que foi roçado pelos moradores para fazer um campo. Lá tinha de baba a partida: “baba era no dia de semana, a partida era no domingo, tinha banda de música, era anunciada no alto falante a hora do jogo”. Ele conta que o Vai Quem Quer agora é uma cidade. Na associação de moradores tinha seresta e dominó – mas capoeira era mal vista porque era considerada “coisa de gente ruim”.

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