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Memória

Patrimônio Material

O patrimônio arquitetônico inclui em sua noção um monumento identificado, legitimado. Ele guarda em si a memória dos seres humanos enquanto expressão cultural, uma vivência compartilhada e histórica. A Federação identifica a Igreja de São Lázaro como um bem comum, a festa de São Lázaro e a de São Roque são realizadas aí com missa e festejos. Nesta mesma colina estão localizados a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, prédio que abrigou o Noviciado das Ursulinas no século XIX, e o antigo Lazareto.

A Igreja de São Lázaro e o Lazareto são edifícios registrados no Inventário de Proteção ao Acervo Cultural. O tombamento de sedes de cultos africanos começou com o Terreiro da Casa Branca em 1986. Em 2002 foi a vez do Terreiro do Gantóis. O tombamento significa que o bem cultural tombado será objeto de proteção especial de instâncias públicas.

Uma importante materialização do respeito à memória afro-brasileira, em um monumento público, é o busto de Mãe Runhó. Valentina Maria dos Anjos, mulher negra, mãe de santo, do Terreiro do Bogum, é reverenciada com uma estátua no fim de linha do Engenho Velho da Federação.

Expressões materiais perenes, como a casa de taipa, demonstram a tecnologia do uso da taipa, emprego de bambus, tábuas de madeira e uso de folha de coqueiro e sapê para levantar paredes e coberturas. Elas guardam os saberes e a relação com ambiente natural, assim as primeiras casas foram construídas na região. Na construção dos núcleos urbanos, muitas das casas de blocos remetem a habitações do interior baiano, que por sua vez refletem a herança portuguesa em sua constituição.

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