Grupo Via Magia de Teatro - 25 Anos:
Uma celebração. É deste modo, como em um ritual de coroação dos seus 25 anos de existência que o
Grupo de Teatro Via Magia voltou aos palcos com o seu teatro de repertório envolvendo duas montagens dedicadas às crianças -
Passarinhando e
Ossos e Ofícios - e levou para o público jovem
As Palavras e
Romeu e Julieta e Caetano.
Sobrevivente, vindo de uma época da qual poucos grupos permaneceram (o
Grupo Via Magia foi fundado no mesmo ano do Grupo Galpão de Minas Gerais), o grupo decidiu celebrar com o seu público preferencial, as crianças e os jovens, ao mesmo tempo em que vivencia o auto-reconhecimento de um processo, o fechamento de um ciclo.
Como um grupo ligado ao trabalho de educação e arte desenvolvido pela
Casa Via Magia, mais uma vez nestas produções revela-se o interesse pelo o exercício profissional interdisciplinar: o ator, o diretor, o educador, o figurinista, são tarefas muitas vezes distribuídas de forma coletiva pelos componentes do Grupo, de uma forma muito orgânica.
![[: Grupo Via Magia de Teatro :]](images/25anos_index.jpg)
Muitos nomes passaram pela história do Grupo. Os atores Emanuel Marinho, Antônio Caloni e Guilherme Leme fizeram parte do espetáculo de fundação, em 1982 em São Paulo, quando já participavam
Ruy Cezar e Rô Reyes. Com a instalação da companhia na Bahia, em 1984, somaram-se ao Grupo Lucília Menezes e Iami Rebouças, que permaneceram por uma década. O diretor Paulo Dourado apoiou o trabalho fazendo a luz em diversas ocasiões. Marcio Meirelles assinou figurinos e cenários de diversos espetáculos. Atores com atuação destacadas fizeram parte da história do Grupo, entre eles, Marcelo Praddo, Neli Sampaio, Luiz Pepeu, Meran Vargens, Isa Trigo e Gideon Rosa.
Das oficinas para jovens da
Casa Via Magia surgiram
grandes nomes do teatro baiano e brasileiro como Fernanda Paquelet, Wagner Moura, Marília Cunha, Laila Garin e Aldri d’Anunciação. Muitos prêmios marcaram a história das 24 montagens com as quais o grupo presenteou o seu público.
O reconhecimento aproximou o Grupo cada vez mais da simplicidade, do respeito pelo fazer teatral como um exercício sagrado, da investigação contínua de novas linguagens, da dedicação permanente ao seu público e à sua missão.