[: Instituto :] [: Escola Casa Via Magia :] [: Museu do Processo :]

Linha do Tempo:

2008 | 2007 | 2006 | 2001 | 1998 | 1997 | 1996 | 1995/94 | 1993 | 1991 | 1990 | 1989 | 1988 | 1987 | 1986 | 1985 |1982

[: Passarinhando :]Realizações do Grupo de Teatro Via Magia:

Fundado em São Paulo, em 1982, o Grupo Via Magia de Teatro está hoje estabelecido em Salvador, Bahia, Brasil. Em 25 anos de atividade o Grupo montou 24 espetáculos teatrais para adultos e crianças, obtendo diversos prêmios.

"Quanto mais verdadeiro se tornar algo regional, mais internacional ele será. E se você for fundo no que faz, certamente alcança todo mundo."

Rô Reyes
Em entrevista ao Jornal O Globo – Rio de Janeiro
04/01/1991

"A terceira atitude [com relação ao teatro infantil] é parecida com a do lavrador que antes de plantar procura conhecer o terreno e os mistérios das estações e da lua para que a colheita seja proveitosa. Tomam essa atitude aqueles que antes de montar espetáculos infantis, antes de trabalhar para crianças, trabalham com crianças. O teatro surge como conseqüência natural do trabalho diário. Das dramatizações que se faz com as crianças, surge a linguagem dramática precisa para se contar uma história cenicamente para crianças. A Casa Via Magia assume essa terceira atitude."

Márcio Meirelles
Em artigo publicado em A Tarde 1985

2008

As palavras, Ossos e ofícios e Passarinhando na sala do coro do Teatro Castro Alvez, e no teatro da cidade de Valentim para a edição especial comVIVEcom do Mercado Cultural.

• Estréia de Depois do Fim, com os jovens do Ponto de Cultura.

[: As Palavras :]2007

• Estréia de As palavras, com os jovens do Ponto de Cultura.

• Estréia dos espetáculos Ossos e ofícios e Passarinhando para o público infanto-juvenil, no Teatro de Pano - Casa Via Magia.

• Apresentação dos espetáculos Ossos e Ofícios, Passarinhando e Romeu e Julieta e Caetano no Festival Quarentinha, programação direcionada ao público infanto-juvenil em comemoração aos 40 anos do Teatro Castro Alves.




2006

• Dois ensaios abertos de Ossos e Ofícios e Passarinhando no Teatro Pequeno, nos dias 02 e 03 de dezembro, pela sétima edição do Mercado Cultural.

• Apresentação do espetáculo Romeu e Julieta e Caetano no dia 03 de dezembro de 2006, às 19 horas, no Teatro de Pano, também na sétima edição do Mercado Cultural.

• Ensaios abertos do espetáculo Ossos e Ofícios, com Ruy Cezar e Isabela Saffe. Um exercício de contação de história, dedicado às crianças pequenas.

• Remontagem do espetáculo Romeu e Julieta e Caetanocom os jovens do Ponto de Cultura Ubuntu.

• Encenação de História da Coca durante o Festival Um Ponto Ubuntu, com Ruy Cezar e Isabela Saffe, inaugurando o teatro Pequeno. Espetáculo infanto-juvenil.

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2001

Montagem do espetáculo "O Mal-Estar da Civilização"
Prêmio da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Indicado para os prêmios de melhor atriz coadjuvante, direção e autor no Troféu Copene de Teatro.

Sinopse: Montagem do espetáculo baseado na obra de Sigmund Freud, o pai da psicanálise.
Espetáculo adulto.

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1998


Montagem do espetáculo "Estórias de Amor"
Prêmio MINC - Caixa Econômica Federal.
Indicado como melhor espetáculo no Troféu Copene de Teatro.

Sinopse: ópera popular baseada em músicas de origem portuguesa/brasileira.
Espetáculo infanto-juvenil.

(...) Através de interpretações não realistas, os atores vão vivendo múltiplos personagens e desfilando suas variadas formas de convívio com os sentimentos afetivos. Estas revelam momentos de lirismo, humor, ironia e até mesmo tragicidade. Essas nuances têm em comum a delicadeza do tratamento dado pela diretora Rô Reyes à montagem, acentuando teatralmente a inocência e o encantamento de cada canção.(...)
Marcos Uzel
Jornal Correio da Bahia - Salvador
18/12/1998

Mas eis que aos 44 minutos do segundo tempo, o grupo Via Magia fez um gol de placa, estreando no final de novembro a encantadora Estórias de amor, dirigida, roteirizada e adaptada por Rô Reyes, com resultado tão interessante quanto o de sua maior concorrente na briga pelo troféu. A comissão julgadora reconheceu a qualidade do trabalho e o apontou como o único do segundo semestre a disputar na categoria infanto-juvenil. Resultado: a competição ficou polarizada, com as duas peças concorrendo em pé de igualdade nesta última edição do Prêmio Pólo de Teatro, que sai de cena este ano.

Marcos Uzel
Jornal Correio da Bahia - Salvador
15/01/1999

Com o material de pesquisa ao seu alcance, Rô Reyes constatou que, naquele período, a infância ainda não estava tão separada da vida do adulto como nos dias atuais. Isso, de certa forma, tenta ser resgatado em Estórias de amor, cujas músicas abordam relações amorosas em um mundo de gente grande, porém inseridas no universo nomeado de infantil. Uma associação que não deixa de ser curiosa e interessante.

Marcos Uzel
Jornal Correio da Bahia - Salvador
20/11/1998

Estórias de amor, em verdade, é o terceiro infanto-juvenil que pesquisa o imaginário da “híbrida cultura brasileira”, produzido pelo Via Magia. O primeiro foi Estórias do Brasil, que trazia contos, lendas e músicas de origem indígena, portuguesa e africana, e o segundo, Estórias de Bichos, com contos e lendas de origem africana e afro-brasileira.

Jornal A Tarde - Salvador
21/11/1998

Escola de Atores
Com 16 anos de existência, a Casa Via Magia é, também, uma verdadeira escola de atores. A direção da casa salienta que faz questão que os atores tenham um aprendizado diferenciado, acumulando conhecimentos de interpretação, dança e instrumentação musical. A Casa traz um extenso currículo de premiações, sendo a última a indicação do espetáculo Estórias de Bichos para o Troféu Bahia Aplaude (1997). Outra característica do teatro do Via Magia é que é feito basicamente por arte-educadores e, em geral, dirigido ao público infanto-juvenil.

Jornal A Tarde - Salvador
21/11/1998

• Leitura Dramática de "Entrevista de Freud" à Adaptação e interpretação - Rô Reyes e Ruy Cezar

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1997

• Leitura Dramática do Caso Clínico de Freud  "O Pequeno Hans"  Adaptação e  interpretação de Rô Reyes e Ruy Cezar.

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1996

• Montagem de "Estórias de Bichos"
Prêmio da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Prêmio MINC - Caixa Econômica Federal.
Prêmio Estímulo de Teatro e Dança do Ministério da Cultura/Funarte.
Indicado como melhor espetáculo para o Troféu Bahia Aplaude.

Sinopse: estórias de origem africana, reescritas sob a ótica de crianças, discutindo, através de animais, a esperteza e a superação.
Espetáculo infanto-juvenil.

(...) Um espetáculo baiano de bonecos e máscaras vai marcar, no palco, as comemorações pelo Dia das Crianças e os 15 anos de fundação do Grupo Via Magia de Teatro, fundado em São Paulo e atuante em Salvador. Trata-se da montagem infantil Estórias de Bichos. A peça apresenta narrativas de contos típicos de regiões onde são perpetuados valores culturais básicos, através da transmissão oral. Estórias de Bichos aborda a questão ética, dos valores humanos cada vez mais distantes do universo cotidiano competitivo das nossas crianças. (...)

Jornal Correio da Bahia - Salvador
12/10/1996

Quem conhece a história recente do teatro baiano sabe da importância do grupo Casa Via Magia para o teatro, em geral e, sobretudo, para a linguagem teatral infanto-juvenil. Agora, com uma abordagem renovadora, a companhia encena com maestria os contos e lendas populares africanas e afro-brasileiras.

Clodoaldo Lôbo
Jornal A Tarde – Salvador
19/10/1996

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1994/95

[: Navegantes :]• Montagem do espetáculo "Navegantes" e do solo "Abraapalabra", em cooperação com a Babilônia Producciones da Argentina.

Apresentações no VIA BAHIA FESTIVAL; Festival de Santos; Festival Internacional de Campinas-SP; Fórum Dança - Rio de Janeiro e Festival de Cádiz - Espanha.

Sinopse: dois anjos se perdem ao chegar na Terra. Sofrimentos e desespero marcam as tentativas de reencontro.
Espetáculo adulto.

[: Folder - Via Bahia Festival :](...) O que aconteceria se dois anjos descessem à Terra e passassem a observar o comportamento humano? Separados da influência divina, provavelmente estranhariam muito o modo de condução da vida pelos terrestres, até ganharem auto-suficiência nas próprias experiências. O texto da peça Navegantes, da Casa Via Magia de teatro passeia exatamente por este tema. Apresentado pela primeira vez em ensaio aberto no Via Bahia, o espetáculo chama atenção para dois pontos principais: apela para o teatro em movimento, utilizando poesias, sons e movimentos, e marca a atuação de Ro Reyes e Ruy César, diretores do Via Magia. Como no filme de Wenders, os anjos passam a sentir na própria carne a complexidade do ser humano e percebem o quanto é contraditório viver. (...)

Doris Miranda
Jornal Bahia Hoje – Salvador
15/04/1995

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1993

• Montagem do espetáculo "Romeu e Julieta e Caetano", com o grupo de jovens profissionais da Casa Via Magia.

Sinopse: Releitura da peça de Shakespeare, entremeada com letras de Caetano Veloso e textos que discutem a situação da juventude atual.
Espetáculo juvenil.

(...) Delicadeza. É essa a palavra que pode enquadrar a direção de Ruy Cezar para Romeu e Julieta e Caetano. São esquetes que colocam em cena o prisma do adolescente, não buscando um aprofundamento em temas como a sexualidade, o amor e a insegurança juvenil, mas tentando localizar o lado poético dessas situações. De Romeu e Julieta, de Shakespeare, a peça realmente tem bem pouco. Os textos e adaptações de Rô Reyes buscaram, sim, uma abordagem mais livre e contemporânea do universo adolescente. Outro ponto a favor é a ousadia de Ruy. Desde outros trabalhos do Via Magia, Ruy Cezar e Rô Reyes apostam que montagens para crianças e adolescentes não necessitam ser caretas e pudicas. Há cenas, digamos, mais picantes, na montagem. Mas até o público infantil que tem prestigiado a peça as vê com naturalidade. (...)

Edson Rodrigues
Jornal Correio da Bahia – Salvador
23/09/1993

• Montagem do espetáculo "Sete Cenas" (Profecia; Perversão; Cultura; Poder; Miséria; Enfermidade; Expurgo).
Espetáculo premiado no Edital para patrocínio de teatro da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Prêmio Estímulo de Teatro e Dança do Ministério da Cultura/Funarte/IBAC.

Sinopse: baseado nas profecias de Nostradamus, sete cenas contam e cantam as tragédias da humanidade. São elas: Profecia; Perversão; Cultura; Poder; Miséria; Enfermidade; Expurgo.
Espetáculo adulto.

Sete Cenas gira em torno do sentido da existência humana na Terra, das transformações da história e da postura do ser humano, da reflexão sobre a profunda crise humana e da busca de uma vida mais criativa e amorosa. Para falar disso, permanece um encontro antigo também: a do Teatro Popular com o Teatro Experimental. Isto significa a possibilidade de integrar o trágico com popular, o circense com o absurdo, o construtivista ao circense, o ritual ao construtivista a palavra na imagem, a dança no gesto, a música na tradução do significado e não do movimento. Sete Cenas é uma integração entre diretor e ator, num processo de construção de um espetáculo concebido para a expressividade e magia. O espetáculo tem mais ou menos a duração de uma hora e as cenas são: Profecia; Perversão; Cultura; Poder; Miséria; Enfermidade; Expurgo.

Tribuna da Bahia – Salvador
13/11/1993

As cenas ainda fazem referências à transformação da História e a postura do homem diante disso. O poder e a miséria lembram não só o teatro da política e toda a ironia que nele está contida, mas também os cantores de rua e os pregadores religiosos, aspectos populares de expressão do lirismo e do delírio. Por fim, entra em cena a reflexão sobre a morte, através da pesquisa de rituais expressivos pela cultura.

Ludmila Rosa
Jornal Correio da Bahia – Salvador
13/11/1993

• Montagem do espetáculo "Calabar"
Autor: Chico Buarque e Rui Guerra
Espetáculo adulto.

(...) O texto, de Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra, foi produzido na década de 60 e teve uma montagem censurada pela ditadura militar nas vésperas da estréia. O resultado foi a gravação de um disco, sucesso na MPB, e o texto continua inédito. A escolha de Calabar marca uma nova etapa do grupo, de buscar experiências na relação teatro/história do Brasil, depois de já ter passado por outros caminhos e realizado vários trabalhos premiados. (...)

Ana Pereira dos Santos
Correio da Bahia – Salvador
05/08/1993

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[: Maria e a Outra :]1991

• Montagem do espetáculo "Maria e a Outra", com o grupo "Pais e Mestres em Companhia"

Sinopse: conjunto de cenas sobre a condição da mulher, vividas exclusivamente por personagens femininos, incluindo papos entre amigas, telefonemas e sessões de análise.
Espetáculo adulto.

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[: Jacy :]1990

• Montagem do espetáculo "Jacy"
Prêmio Fiat

Sinopse: épico em três atos que conta a história de uma família da região do cacau atravessando gerações. Do desbravamento da região, passando pela pujança à decadência, espalhada pela mudança dos valores dos ancestrais até os netos e bisnetos.
Espetáculo adulto.

Ruy Cezar, que vem escrevendo para teatro há alguns anos, conseguiu em Jacy apresentar sinais de quem já domina a carpintaria de um texto. A história propõe-se a contar o aspecto do desbravamento da região cacaueira (Sul da Bahia) através de uma família que se forma com o elemento negro, índio e português. O tema, aparentemente piegas e gasto, ganha roupagem nova, através de um tratamento cênico sutil, que cortou todos os excessos seguindo a mesma tendência de um texto econômico e despretensioso.

Gideon Rosa
Jornal A Tarde – Salvador
15/09/1990

A peça não pretende ser um épico sobre a região do cacau: os aspectos históricos têm um peso menor do que o lirismo da existência do casal. As informações entram como símbolos da região.
Ana Teresa Baptista
Jornal A Tarde – Salvador
21/05/1990

(...) Fundado em 1980, em Salvador, o Grupo de Teatro Via Magia vem desenvolvendo um trabalho cujo principal objetivo é colocar em discussão o homem brasileiro. Mas as ambições do Via Magia não se restringem à abordagem de um drama de família. É evidente que o grupo apenas o utiliza como pretexto para uma discussão mais ampla: a falência de um sistema produtivo, de uma cultura que entrou em decadência a partir dos anos 80. (...)

Lionel Fischer
Rio de Janeiro
11/01/1991

(...) A estréia do Via Magia, de Salvador, no Teatro Cacilda Becker, com a peça Jacy, de Ruy Cezar, terminou em apoteose. A platéia de convidados, supreendida pela beleza do espetáculo, aplaudiu de pé com um calor só habitual em tietes. E os artistas visitantes também pareceram surpreendidos, provavelmente por não esperarem reação tão favorável.
As duas bonitas montagens que o Via Magia trouxe ao Rio – além de Jacy, também um espetáculo para crianças, Estórias do Brasil – refletem um trabalho praticado com seriedade a partir de uma escola que atualmente tem mais de 200 alunos. O grupo, sob direção de Ruy Cezar e Rô Reyes, cultiva a disciplina do coletivo: todos assumem tanto as anônimas tarefas internas, como as de maior brilho, sob as luzes da cena. Fazem um teatro para agradar à platéia. E conseguem. (...)

Armindo Blanco
Jornal O Dia – Rio de Janeiro
17/01/1991

A peça leva o nome de Jacy, porque é através dela que se estabelece o fio condutor da história e da emoção. É nela que se operam as mudanças, as transformações. E da terra fértil do seu corpo nascem os filhos enquanto passado, língua, cultura, lembranças e a própria identidade vão sendo destruídos, triturados pela civilização.

Raquel Mazza
Pasquim – Rio de Janeiro
24/01/1991

• Montagem do espetáculo A Bruta Flor do Querer

A Bruta Flor do Querer tem a proposta de continuar abrindo espaços para estes jovens experimentarem um processo coletivo de criação de um momento cultural. Por isso, ambos os textos foram retirados de improvisos e de propostas dos próprios participantes do grupo. O resultado é um produto orgânico que fala do amor nesta etapa da vida o que, aliás, contou também com a bela poesia de Caetano Veloso e roteiro final de Rô Reyes.

Tribuna da Bahia – Salvador
1º/12/1990

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1989

• Montagem do espetáculo "Estórias do Brasil"
Prêmio da Fundação Nacional das Artes.

Sinopse: Coletânea de histórias de origem indígenas, brasileiras e portuguesas, adaptados para a juventude.
Espetáculo infanto-juvenil.

A magia de um grupo de teatro que tem sua marca registrada junto ao público infanto-juvenil está de volta para resgatar um Brasil pouco conhecido

Neyse Cunha Lima
Correio da Bahia – Salvador
07/10/1989

Contar estórias requer habilidades específicas principalmente se as estórias são contadas através da linguagem teatral. O que pode correr o risco da montagem cair “numa façanha didática” sem graça ou mesmo pedante. Não sendo o caso do mais novo trabalho do grupo Via Magia – Estórias do Brasil, singelo e comovente rosário de “causas” para velhos e moços, onde o amor grita mais alto. Onde o teatro traz de volta um elo que se encontrava perdido não só nos palcos do teatro, mas principalmente nos palcos da vida. Numa pesquisa séria e oportuna, retoma algo imprescindível ao ser humano – a memória.

Jacques de Beauvoir
Tribuna da Bahia – Salvador
27/10/1989

Já Estórias do Brasil pesquisa a cultura brasileira através de histórias de diferentes origens: portuguesas, africanas e indígenas. O trabalho usa muita música, mímica, gestos circenses. “O tema central do espetáculo é a dor, o limite, o desejo e o amor dentro disso”, pensa Ro. Isso dentro do contexto das aventuras corporais das crianças, dos seus sadismos naturais, de suas paixões, de suas questões edipianas, de suas fantasias e impulsividade.

Elizabeth Orsini
Jornal do Brasil – Rio de Janeiro
05/01/1991

Uma alternativa à massificação ou “algo além” do que existe em oferta de espetáculos infantis é o que promete o Grupo de Teatro Via Magia, que estréia amanhã no Teatro Cacilda Becker, às 18h, a peça “Estórias do Brasil”.

Mânia Myllen
Jornal O Globo – Rio de Janeiro
04/01/1991

Escalando uma outra vertente, a Companhia Via Magia apóia suas montagens em pesquisa de linguagem, buscando expressão para um espírito bem brasileiro, tanto no infantil Estórias do Brasil como no adulto Jacy, que estão em cartaz no Teatro Cacilda Becker até o dia 27.

Revista Visão – Rio de Janeiro
13/02/1999

Reunindo canções e estórias do nosso folclore, a peça é uma montagem singela e curiosa do grupo Via Magia, da Bahia, em visita ao Rio de Janeiro. Não espere grandes dramatizações, interpretações perfeitas ou uma narrativa extremamente teatral. Como se fossem apenas contadores, os atores vão ilustrando o que contam com humor, poesia e uma certa intuição eficaz que torna o espetáculo gostoso e envolvente. Não perca.

Sérgio Melgaço
Jornal Última Hora – Rio de Janeiro
26/01/1991

Entre a primeira e última lenda, a diretora Rô Reyes fez da peça seu trabalho mais lírico. Ousada, Rô construiu a obra em ritmo lento, assim como nossos avós contavam aquelas histórias. Surpreendendo os que acreditavam estarem as crianças definitivamente viciadas no ritmo vertiginoso da televisão, o público infantil presente embarcou na proposta da peça do princípio ao fim, aceitando de bom grado aquele antídoto contra o processo de imbecilização comumente imposto à criança. Como na lenda de Davi e Golias, o Via Magia, da sua modesta posição de grupo de teatro em oposição à sedução da mídia eletrônica, consegue durante mais de 1 hora de espetáculo ganhar a guerra, recuperando, para aquelas crianças, um pouco de lirismo.

Marcelo Dantas
Correio da Bahia – Salvador
14/10/1989

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1988

• Montagem do espetáculo "A Ogra"
Prêmio da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Sinopse: uma família complicada e briguenta, três filhas preocupadas e tensas: as três Cristinas acordam à noite sem sono e lendo um livro embarcam nas fantasias de reconciliações e separações, através de personagens míticos que são evocados e surgem dos cantos da casa. Discute a separação e os valores familiares.
Espetáculo infanto-juvenil.

Novamente em palcos baianos, o premiado Grupo Via Magia, num espetáculo denominado A Ogra, onde o público infantil é mais uma vez brindado com a singularidade de um trabalho preocupado com a arte-educação. Da temática à narrativa, A Ogra mistura de forma perfeita realidade/fantasia. Do cotidiano ao sonho. A montagem é uma viagem deliciosa, alicerçada numa cenografia criativa e cheia de surpresas e figurino de contos de fadas. Do elenco, Iami Rebouças reina absoluta, na pele de uma engraçadíssima empregada. Aplaudida inclusive em cena aberta pela criançada.
A Tarde setembro 1988

[: Dora em Fragmentos :]• Montagem do espetáculo Dora em Fragmentos
Autor: Hélio de Castro
Espetáculo adulto.

(...) “O importante é que tinha uma troca entre pessoas. O objetivo não seria o produto final, mas o produto fazendo parte do processo”, diz Ro. De acordo com ela, a personagem Dora tem a ver com todas as doras, desde a de Freud até a de Caymmi e tem a ver com as mulheres que habitam dentro dos homens. “Ninguém é completamente masculino e ninguém é completamente feminino”. Ro sintetiza: “A pergunta básica é: o que é ser mulher?”. (...)

Clodoaldo Lôbo
Jornal A Tarde – Salvador
25/11/1988

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[: Truktor :]1987

• Montagem do espetáculo "Truktor"

Sinopse: duas elfas saem em busca da essência da vida para salvar a última flor do universo, navegando entre mundos paralelos e cindidos, encontram personagens mágicos e terríveis. Não conseguem salvar a flor, mas esta deixa uma caixa de sementes. Lida com a questão da perda e da morte.
Espetáculo infanto-juvenil.

(...) Uma temporada de puro privilégio está chegando para a garotada. Afinal, assistir a espetáculos infantis do Grupo Via Magia significa sempre ver o que há de melhor na arte. Como nos contos de fadas, Truktor trata do encontro com a dificuldade e com a perda, fazendo surgir deste encontro/confronto, o incentivo do crescimento. Acreditando estar trazendo dentro deste espetáculo uma filosofia otimista e educativa para as crianças, Rô Reyes diz que o Via Magia usa uma linguagem total, onde a criança é atingida pelo visual, pela percepção dos movimentos e da sequência de imagens e das palavras.(...)

Samuelita Santana
Jornal da Bahia – Salvador
29/07/1987

Abrindo a Sala do Coro do Teatro Castro Alves para espetáculos infantis, estréia no próximo fim de semana Truktor, do grupo Via Magia. Entre outras novidades, o grupo apresentará à noite seu repertório composto de uma peça infanto-juvenil e duas adultas. Sexta estréia a infanto Teatro Feito em Casa. Sem dúvidas, o mais fantástico dos espetáculos apresentados pelo Via Magia e que passou despercebido quando de sua primeira montagem em Salvador.

Jornal da Bahia – Salvador
30/07/1987

(...) Sempre tendo em vista a criança como um ser humano inteiro, o Via Magia coloca em “Truktor” uma temática inédita e de extrema ousadia para o público infantil: a discussão da morte.
As crianças, costumeiramente tratadas como imbecis pela grande maioria das montagens infantis, é aqui respeitada e levada a sério, com uma sensibilidade e beleza que não se propõe apenas a divertir ou alienar, mas a dar subsídios para o seu crescimento. O que poderia ser uma problemática pesada e desagradável é absorvida pelas crianças sem maiores traumas, devido à montagem lúdica e de grande beleza plástica, num trabalho de direção impecável e amadurecido por parte de Ruy Cezar, também autor do ousado texto.(...)

Marcelo Dantas
Jornal da Bahia – Salvador
15/08/1987

O público mirim mais uma vez é premiado coma inventividade e sensibilidade do Via Magia, grupo que vem se firmando como a melhor coisa do teatro infantil baiano. Trata-se de Truktor que sintoniza de maneira perfeita Dança, Música e Teatro, substituindo inclusive o tradicional cenário de peça infantil por um visual/surpresa alicerçado no trabalho de expressão do elemento humano e na beleza funcional do figurino de Márcio Meirelles.

Jacques de Beauvoir
Jornal Tribuna da Bahia – Salvador
21/08/1987

[: La Noche de Los Asesinos :]• Montagem do espetáculo La Noche de Los Asesinos
Autor: o escritor cubano José Triana
Espetáculo adulto.

(...) Cuba pode ser aqui. Pelo menos durante algumas semanas. Tudo porque o irreverente grupo de Teatro Via Magia está apresentando a peça La Noche de Los Asesinos, do cubano José Triana. Uma viagem pelo país de Fidel? Nem tanto, pois o texto é muito mais abrangente. Foi escrito antes da revolução e coloca em discussão as estruturas da repressão em diversos níveis: do Estado, da família e até mesmo pessoal.(...)

Jornal da Bahia – Salvador
19 e 20/10/1987

La Noche de Los Asesinos mexe, mobiliza e incomoda ao abordar um assunto muito íntimo: o parricídio. O texto é do cubano José Triana e “deu trabalho” para ser liberado pela censura logo na primeira montagem feita pelo Via Magia, grupo acostumado a desenvolver um trabalho arte-educacional para criança e que com este espetáculo aprofundou-se pela primeira vez nas angústias dos adultos.

Publicação da época da estréia

[: Em Cena Ação :]• Montagem do espetáculo Em Cena Ação

(...) Em Cena Ação, na verdade, respeitável público, é o pontapé inicial no futuro da magia do Via. É um circo sem ser circo. O teatro levado ao circo e o circo trazido ao teatro. Os dois levados a público e às últimas conseqüências, as quais só o público poderá determinar. A diretora de mais este espetáculo, Rô Reyes, tem lá seus motivos para estar eufórica e com grande expectativa em relação a ele. Afinal, aí estão jogados elementos fundamentais na formação do Via Magia. O principal deles é a relação familiar própria entre os integrantes de um circo e, na opinião de Ro, “difícil em se tratando de um grupo de teatro”. (...)

Vanderlei Carvalho
Jornal da Bahia – Salvador
28/08/1987

(...) O maior mérito de Em Cena Ação é a sua conquista de uma relação de cumplicidade com o público, construída a partir de uma identificação intensa com o universo trabalhado pelo grupo. Aqui, ao contrário da prática autoritária em que muitas vezes resultaram as propostas de puxar o público para participar da encenação no palco, eles conseguem mobilizar sem nenhuma imposição à platéia, que fica no auge da mobilização, desejando subir no palco. E sobe. E é recebida no palco por um elenco preparadíssimo que lhe abre espaço para encenar sua própria história num show de improvisação e profissionalismo. Honestidade ainda é o melhor caminho para conquistar a empatia com o público. (...)

Marcelo Dantas
Jornal da Bahia - Salvador
05/09/1987

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1986

• Montagem do espetáculo "A Estória do Ladrão"
Prêmio Martin Gonçalves, Melhor Espetáculo da Bahia/1986.

Sinopse: um grupo de crianças, sem a companhia de nenhum adulto, se envolve na aventura de caçar o ladrão de uma pata que deixou órfãos uma série de patinhos. Surpresas e aventuras surgem neste caminho e revelam o desejo de se ter o que não se possui, o medo de crescer, as questões edípicas e a identificação dos papéis sexuais como pano de fundo dessa aventura.
Espetáculo infanto-juvenil.

(...) Antes de irem ao palco, as peças passam pelo crivo dos alunos da Casa Via Magia, uma escola mantida pelo grupo, e geralmente nascem de uma experiência vivida por eles. Tempos atrás, sumiu uma pata, um dos bichos da escola. As crianças discutiram a situação e fizeram um mapa para sair em busca do ladrão. Deste acontecimento surgiu Estória do Ladrão, encenada em abril de 1986.

O Via Magia denominou a sua linguagem de Circo Contemporâneo, pois mistura várias formas de arte: a literatura, a mímica, a dança, a música, além dos gestos circenses. “A dramaturgia não é o principal em nossas peças. Não há preponderância do som sobre a palavra e o movimento, e vice-versa. As artes são muito variadas, como num circo, e se combinam para formar uma coisa só”, diz Rô. A relação que procuram estabelecer com a platéia também pretende ser diferente dos outros tipos de teatro. “Não queremos estabelecer um vínculo mental com a platéia. Trabalhamos com a simplicidade, a intuição e a sensibilidade para que o espectador seja tocado por inteiro. (...)

Jornal A Tarde – Salvador
06/10/1986

A Estória do Ladrão é basicamente brasileira, com mitos da mitologia universal pontilhada por cantigas de roda, que dão à montagem uma sensação de estarmos assistindo a uma apresentação de uma grande ciranda. A peça é feita para crianças sem o ranço dos teatrões. A música de Rita impõe clima mágico e o trabalho dos atores fica às vezes tão real e tão de mentirinha que o público infantil que o assiste chega a invadir o palco do Teatro do Santo Antônio para comemorar com eles a grande celebração. Rô Reyes e Ruy Cezar, “Segurem a coisa que nós vamos chegar lá!”. Beijos de morango para o pessoal da Via Magia.

Miguel Asclepiades Carneiro em artigo publicado na época

• Montagem do espetáculo A Catastrófica Bruxa Netuno
Sinopse: A Bruxa Netuno acorda de mau humor, num dia nebuloso, e resolve articular um plano para conquistar o universo. Convida sua amiga Corcunda, um cientista maluco (Dr. Sapopemba) e seu assistente (Clóvis). Dois super-heróis aposentados (Cid Boaventura e Dina Grande) tentam impedir. Após muitas trapalhadas, passando por Salvador e Nova York, todos eles, super-heróis, bruxas e cientistas, acabam presos na penitenciária de São Paulo.
Espetáculo infanto-juvenil.

[: Feliz Ano Novo, Feliz Nova Era :]• Montagem do espetáculo Feliz Ano Novo, Feliz Nova Era

O espetáculo usa luz natural. Começa ainda de dia e quando acaba já é noite, isso faz parte da peça. O grupo é rígido nesse ponto: sempre já está preparado para entrar em cena às 18h, porque é tudo cronometrado para acontecer de acordo com a luz, o lusco-fusco do entardecer. Mas aí se esbarra com a disciplina do público que não chega no horário.

Márcio Meirelles
Jornal A Tarde 1986

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1985

[: Psiu, um Conto de Fadas :]• Montagem do espetáculo Psiu, um Conto de Fadas
Prêmio Martin Gonçalves Melhor Espetáculo da Bahia/1985.
Sinopse: um menino cuja mãe está grávida foge de casa e encontra um duende que o leva a aventuras onde ele convive com o medo, a angústia e a expectativa de superação de obstáculos. Discute o medo de perder e ganhar. Espetáculo infanto-juvenil.
1984 / 1983

Fundação da Escola de Arte-Educação Casa Via Magia e estabelecimento do grupo em Salvador.

[: Teatro Feito em Casa :]• Montagem do espetáculo Teatro Feito em Casa (São Paulo e Salvador)
Sinopse: conjunto de cenas independentes que discutem as relações entre adultos e crianças, crianças e crianças, família e escola, menino e menina, homem e mulher... Todas copiadas da realidade. Espetáculo para todas as idades.

(...) Um espetáculo sobre educação, adultos e crianças, pais e filhos, o cotidiano das relações. O trabalho apresenta dez quadros que acompanham o ciclo vital das 24 horas do dia, entremeados de cinco momentos de brincadeiras e jogos, faz-de-conta e invenções. É o resultado de experiências dos membros de um grupo como educadores e apresenta o lado tragicômico das relações com flagrantes do cotidiano e seus conflitos disfarçados em tantas sutilezas, o que proporciona uma forte identificação entre o palco e a platéia.
Fazer teatro é a coisa mais simples deste mundo... Não, claro que não é bem assim. Mas é o que pode se imaginar depois de assistir à peça Teatro Feito em Casa, do grupo Via Magia. Com uma simplicidade fascinante, o espetáculo nos dá a sensação de que, como seu próprio nome sugere, pode ser feito em casa. Se para os atores (todos adultos) brincar de faz-de-conta que sé é criança parece ser tarefa fácil, isso é contagiante para quem os assistiu. Lembrar da infância é inevitável. (...)

Fred Burgos
Jornal da Bahia
18/08/1984

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1982


• Fundação do Grupo Via Magia de Teatro em São Paulo - SP.

[: Relatório da 2ª Guerra :]• Montagem do espetáculo Relatório da 12ª Era em São Paulo, com o apoio do Instituto Nacional das Artes Cênicas.
Sinopse: Épico sobre o fim da humanidade, narrado por dois sobreviventes indígenas do planalto central do Brasil. A narrativa evoca imagens dos momentos finais da civilização extinta e traz cenas que discutem as causas do cataclismo final. Mendigos, guerreiros, marginais, traficantes, seres da natureza, o Sol e a Lua estão entre os personagens da narrativa. Espetáculo adulto.

(...) Para denunciar o desmando com que o homem se vem comportando ante a natureza, na crença de uma superioridade possível sobre as coisas, Ro Reyes elaborou um espetáculo que é, no mínimo, ambicioso. A soma de texto à expressão corporal e alguns momentos de dança compõe uma outra dinâmica e até certo ponto expressiva como grito de revolta contra a abreviação da hora final. À experiência inicial, titubeante mas cheia de potencial, podem suceder outras mais completas, a refletir sobre contextos e posicionamentos, colocando mais uma vez o teatro como ponto de partida para debates que mostrem caminhos.(...)

Carlos Ernesto de Godoy
Revista IstoÉ – São Paulo
30/06/1982

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