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O processo educacional sempre foi o ideal e o norte em minha vida. Grandes desafios e perguntas sempre povoavam minhas vivências no acompanhamento  de escolas e professores e em especial  da pré escola ao primeiro nível do ensino fundamental, onde se concentrava minha atuação.

- Como desenvolver uma metodologia onde a criança, uma pessoa em formação, pudesse se organizar, ocupar um lugar no social, e, ao mesmo tempo, pudesse deixar que sua qualidade essencial emerja e não  seja sufocada pelos condicionamentos?
- Como trabalhar nesta organização tão delicada, respeitando os dons que o Ser está manifestando?
- Como podemos ajudar para que o físico, nossa forma nesta dimensão, expresse o que Sou verdadeiramente?
- Como instalar a ordem e o ritmo, sem ser autoritário?
- Como estabelecer a sinceridade e o respeito nas relações, para que as emoções não sejam abafadas?
- Como encontrar nossas sínteses entre pares de opostos, para que o mental não se torne
rígido e pré – concebido?
- Como desvelar os valores essenciais de respeito à vida e à consciência sem impingir
dogmas religiosos?.
Neste caminho, um dia um amigo - Jacinto Prisco - entregou-me um folheto de pessoas suas amigas que estavam começando um trabalho com crianças. O folheto era muito simples, mas havia algo muito lindo, seu nome: Casa Via Magia.
Ele me disse: “Esse pessoal tem a sua cara, vá procurá-los”.
Mas a vida no seu sobreviver nos ocupa e ainda não foi aí. Mais tarde, outro amigo – Carlos Aurélio – fez a ponte entre nós. E aí, partimos para uma viagem por esta “Via Mágica” que durou quase 20 anos.

As etapas foram muitas:

Durante o primeiro ano, o principal trabalho foi levantar que qualidades eram necessárias às pessoas que diretamente lidariam com os pequenos. Que tipo de professores queríamos e como prepará-los?  No final do ano tínhamos uma visão mais clara do perfil dos profissionais necessários, para a especificação dessa escola, e, o que aconteceu, foi uma renovação total do quadro de professores.

Iniciamos encontros semanais com os diretores, num processo de supervisão do projeto. Esses encontros foram no meu consultório uma vez por semana. No ano seguinte, passei a ir à escola uma vez por semana e aprofundamos os estudos teóricos com os professores e atendimentos individuais. O objetivo desta parceria, era preparar os adultos que iriam acompanhar as crianças. Desta forma, o setor de psicologia, composto por mim e Lucília Trindade, atendia a preparação de professores, atendimentos a pais, reuniões  com os diretores para uma visão mais ampla do geral da escola e a observação das crianças para orientação ou encaminhamento terapêutico, se necessário.

A Escola não fazia acompanhamento psicoterápico. Buscávamos o desenvolvimento das potencialidades dos adultos à adequação àquela metodologia, na época, tão inovadora.

As escolas eram vistas, naquela época, como um lugar onde as crianças iam aprender a ler e escrever e adequar-se à cultura vigente.

Expressar seus dons, criar, respeitar os ritmos individuais, não ter livros didáticos pré-programados, acompanhar o desenvolvimento infantil segundo as etapas que Piaget, Paulo Freire, etc... já haviam nos mostrado, eram inovações ameaçadoras para os pais e professores.  Haviam sempre muitas questões a atender.

Lucília casou e foi viver em outro Estado. Como seguir já que, minha vinda à escola se dava uma vez por semana e era ela quem estava no cotidiano?  Com o passar do tempo, Lina Cruz  pedagoga e psicóloga,com formação em Pichon Riviere que, assumindo a coordenação, pode dar esse suporte. Foi uma ótima parceria, pois o trabalho com os professores se intensificou.

As reuniões pedagógicas eram a cargo de Rô , proprietária e diretora da escola; eu e Lina cuidávamos de uma orientação e suporte para que houvesse, aos professores e aos pais, um lugar onde as ansiedades pudessem ser expressas.

Houve um momento muito belo onde a casa, que fica entre a primeira casa -onde tudo começou- e a segunda,que abriga o primeiro nível do ensino fundamental, passou a ser o que chamamos “a Casa do Meio” e, nesse espaço, meu consultório e o de alguns colegas se instalaram.

Então, o que começou no meu consultório, primeiro, uma vez por semana como uma supervisão, depois, eu indo à escola uma manhã por semana, foi crescendo até que meu consultório se mudou para o complexo da escola. Foram anos de ajuda mútua e convivência. Anos de parceria amorosa e confiança.Há em mim uma profunda gratidão por esta parceria e uma grande saudade deste tempo.

Nossos trabalhos cresceram muito. A Via Magia tornou-se um Centro Cultural, promove encontros internacionais, a Escola firmou-se no horizonte educacional de Salvador. São 25 anos e hoje na metodologia educacional, já deu muitos frutos.
Meu trabalho pessoal cresceu tanto, desenvolvi uma metodologia, em parceria com Theda Basso, para que profissionais possam multiplicar, em suas áreas trabalho, a Presença e a Inteireza de sua própria Essência. Nós a chamamos Dinâmica Energética do Psiquismo.

Agradeço os 20 anos de convivência na Via Magia, onde fui acolhida, ouvida, respeitada e crescemos juntos. Hoje, estamos em novas Vias, mas, mantemos os mesmos propósitos.

Aidda Pustilnik

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