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Caminho de poesia - Via Magia

Um dia eu percebi que já tinha boas lembranças para o resto da vida. Eu tinha encontrado o nascedouro da minha alegria! Eu tinha encontrado a forma da minha modelagem. O meu estoque de felicidade de infância era tão grande, que eu podia ser feliz com ele dali por diante, só remexendo nele, só recosturando essas lembranças. Aí eu encontrei todas elas na
CASA da minha infância. Aí fui correndo escrever uma carta para Rô e Ruy, os habitantes dessa casa, que eu nem tinha consciência de que amava tanto. Jorrou emoção e lágrima nesta carta, que foi um reencontro. Eu estava tão longe e há tantos anos sem voltar para essas lembranças...

Num minuto eu tinha 5 anos e estava aprendendo a dizer o que eu quero ser quando crescer. No outro minuto eu estava crescida, sendo tudo o que quis e sendo ainda a mesma. Tive a clarividência repentina de que todas as minhas escolhas até ali tinham a ver com o balanço da árvore que Ismael empurrava até eu sentir que podia voar;
com o gosto de suco de maracujá com açúcar mascavo;
com o pulo que eu conseguia dar da janela tão alta;
com as histórias que viravam teatro;
com o prazer de transformar panos em fantasia;
com a minha caixa de palavras (as primeiras palavras que escolhi para usar!);
com o banho de mangueira no dia quente;
com o gosto do pão que modelamos, assamos e comemos;
com o pé de carambola;
com a rapadura da história do ladrão;
com brincar de virar Majô e até tomar seus remédios de homeopatia;
com o cheiro da cachorra Mel;
com os patos, galinhas e coelhos do quintal;
com as poses da yoga que Rô ensinava;
com a pedrinha mágica de Nádja;
com a possibilidade de escolher sem censura e desaprender oito horas por dia;
com o macaco e a mola - que não era maluca, nem caduca, nem pirada: Ela era mágica!

Hoje, continuo me surpreendendo com o quanto essa casa cresce e me acolhe. Eu voltei a ser pequena ou sempre fui o que queria ser?

Foi nessa casa que aprendi a construir estradas de alegria.
Agradeço!

Clara Trigo
Dançarina - SUA CIA de Dança

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