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Para os 25 anos, meus 18!

Lá nos idos de muito tempo, inda uma quase-menina, vim fazer um estágio na Casa Via Magia, que era mesmo uma escola com cara de casa... Faz tempo o tempo em que a escola inda era quase-casa! Lá moravam seus fundadores, em salas que são hoje salas de aula, como as outras das tantas casas que se juntaram àquela primeira, formando o conjunto das casas que integram a escola, hoje completamente com cara de escola; da Escola que é.

Eu não era na verdade bem uma menina, com meus pouco mais de 20 anos, mas era uma quase, no meu jeito de sentir-me educadora, comparando-me, hoje, com a educadora que sou. Era o ano de 1988 quando, pela via de minha mãe, que viveu uma experiência teatral com Rô, e de uma amiga da família, a atriz Iami Rebouças, membro do Grupo de Teatro da Casa, cheguei à Via Magia. Vim para estagiar no curso de férias e, para mim, era como experimentar trabalhar em escola quando ainda sentia isso como próximo das brincadeiras de escolinha na infância. E, aliás, brinquei muito, dizendo sempre, como muitas crianças dizem (mas não o fazem), que eu seria professora quando crescesse. O meu querer, no entanto, era real e na minha graduação em Psicologia, desde 1985, as questões de aprendizagem, o desenvolvimento infantil, a interface com a educação, eram os focos de meu interesse no curso.

Já em 1987, eu havia conhecido a Via Magia através de uma investigação de campo no contexto de uma pesquisa na graduação, cujo tema, as escolas alternativas de Salvador, foi de minha escolha. Fiz essa pesquisa com uma colega, já professora da Via Magia, contato que veio a se somar, a meu favor, à indicação que tive no ano seguinte. Por esses dois caminhos, cheguei à Via Magia e ganhei de Rô o convite para o estágio e depois para assumir um grupo. O convite e o aceite foram expressos numa cartinha que escrevi (e desenhei) – pena que não sabemos mais onde anda, perdida entre os tantos escrito desses anos todos...

E assim, em 1989, virei professora de verdade! Tinha estagiado, acompanhado Ruy com as crianças e me preparado para ficar com a turma de cinco anos, mas Rô, que precisava de alguém para ajudá-la no primeiro grau, recém iniciado na escola, intuiu e confiou, mais do que eu mesma, que eu poderia assumir a 1ª série. E fiz de tudo para estar à altura! Depois veio a 2ª, a 1ª de novo e...

Virou minha vida!

De professora interessada nos estudos e nas experimentações em sala de aula, da ajuda insuspeita que pude dar na construção, com Rô, do primeiro grau, passei da sala de aula à coordenação e, de uns anos pra cá, à supervisão. Acho que a intuição de Rô era certeira, como muitas que teve e tem, pois me sinto em casa, me sinto à vontade no Ensino Fundamental, à vontade nas áreas que assumi cuidar nesses anos todos, à vontade nas propostas da escola. Acolho, integro, aprendo, compartilho, troco, contribuo, e também discordo, provoco, defendo... para continuarmos crescendo juntos. Acho que, hoje, isso, mais do que nunca, faz parte do meu trabalho aqui.

Desse modo, nos 25 anos da Via Magia, comemoro meus 18 anos de Casa – a maioridade! (Com uma saidinha pelo meio, é claro, mas de volta, que no fundo nunca saí de verdade). Assim, compartilho dessa festa como quem faz parte da história, como muitos de nós. Hoje, sou uma mulher-educadora, “de maior”, formadora de professores, e sei o quanto me constituí e me constituo como tal nos caminhos percorridos aqui, no que construí e construo aqui, junto com todos que por aqui passaram e passam – e com os que sempre ficam – nesses 25 anos de história. Tenho, e temos, só a celebrar!

Liane Araujo (Lica)
Supervisora Pedagógica

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