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Um pouco da minha história na Via Magia

Entrei na Via Magia em 1996. A minha história na escola começou quando fui assistir a uma peça de teatro que estava acontecendo lá. Naquele momento desejei trabalhar ali, pois eu sempre gostei muito da idéia de juntar arte com educação. Uma semana depois, bati na porta e pedi a Ruy Cezar uma oportunidade de trabalho. Fiz os testes e comecei como estagiária, após um semestre, fui contratada como professora. Quando saí da Via Magia no final do ano de 2002 para me preparar para assumir o mandato de vereadora, estava exercendo o cargo de coordenadora pedagógica. A partir daí, a minha relação com a escola passou a ser de mãe de aluna.

Foi um tecer de experiências de diferentes dimensões. E o que mais me encantou no período em que fui profissional da Casa, foi que havia uma possibilidade real de criação do processo educacional, e não uma mera repetição de algo dado.  Isto não significa que não havia uma base estruturante. Esta existia, mas sobre ela imprimíamos (nós, educadoras) as nossas contribuições e os nossos jeitos de educar. Era interessante o cuidado com as nossas individualidades e, ao mesmo tempo, um enorme senso de construção coletiva. Havia também um desafio às educadoras, de pensar para além do pedagógico. Um convite ao estudo para termos a possibilidade de enraizar de maneira consistente a nossa prática.

Gonzaguinha é autor de uma canção, que eu gosto muito, que diz assim: “E aprendi que se depende sempre, de tanta muita diferente gente. Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas”. Eu penso que essa formulação dele retrata muito do que eu vivi na Via Magia, nos diferentes papeis que exerci. A gente ensina e recebe lições diárias das crianças, dos colegas, da direção da casa... Coisas que mexeram não apenas com a minha prática profissional, mas com a minha formação humana”.  Sem falsa modéstia acho que deixei muitas marcas bacanas no trabalho da escola, e tenho certeza de que saí dela, ou melhor, transformei minha relação com a Via Magia levando preciosas lições.

Algo que considero herança da Via Magia é a minha capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. No exercício do meu mandato de vereadora, não consigo fazer uma coisa, depois outra e depois outra. Abro várias frentes e acabo trabalhando “muiiito”, e enlouquecendo a todos que estão comigo, mas no fim dá tudo certo!

Como educadora, mulher, negra, enfrentei muitas experiências de discriminação na vida e em muitos lugares onde trabalhei. Na Via Magia não foi diferente. Tais situações também aconteceram, mas eu fui muito bem acolhida pela direção. Tive suporte para lidar com alguns pais que precisaram ser convencidos a confiar na minha capacidade de educar seus filhos. Nunca tive vocação para a subalternidade. Sempre me pus diante da vida de maneira a encarar abertamente possíveis obstáculos, escolhendo os instrumentos mais adequados à   superação deles.

Na vida a gente faz o caminho ao caminhar, já dizia o poeta. A Via Magia foi um caminho que trilhei na minha vida profissional que me confirmou  o enorme desejo que tenho de que as crianças economicamente pobres, mas riquíssimas em potencialidades, tenham realizado o seu direito à educação de qualidade, freqüentem escolas seguras e capazes de introduzi-las no largo e longo caminho do conhecimento acumulado pela humanidade. Escolas que  possibilitem a elas a realização, mais plena possível, da infância, sem a consagração da cultura da  “adultização” precoce. Uma escola capaz de celebrar o saber, a diversidade estética e o humanismo. Penso que a Via Magia tem muito disso.

Assim, eu e a minha filha Nanny parabenizamos a  passagem dos 25 anos da Casa Via Magia. Vida longa a esta experiência!

Olívia Santana

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