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Minha historia com a Via Magia começa no Mercado Cultural de 2002. Eu estava perto de parir meu segundo filho, arrastando a barriga entre a sala de imprensa do Mercado e as ruas do Pelourinho. Eu nem imaginava o que ia acontecer comigo dali em diante. Na primeira Missa do Rosário dos Pretos a que assisti tive certeza: ali tinha encontrado o significado da  palavra sagrado, pois  sagrado é o que se faz com amor,  com devoção, com total confiança de se estar fazendo a coisa certa.

O trabalho de Ruy Cesar foi revelador. Inédito, pioneiro, relevante, corajoso, algo que até então ninguém tinha tido a coragem de tentar. Na contra-mão da indústria cultural, do óbvio, Ruy ia buscar o diferente, a boa música, o bom teatro, a boa dança, o bom artista, escondido fosse onde fosse, nos subterrâneos do País, nas entranhas da Terra, no meio de tantas misturas e diferenças. Diferença, palavra importante neste processo. Ao me deparar com as diferenças daqueles artistas tão fora do esquema, - e aprender a respeitá-las - me preparava para chegada de meu menininho João, nascido com Síndrome de Down.

Ceumar, Comadre Fulozinha, Riachão, Zabé da Loca, Maureen Fleming, Augusto Canedo, Caetano Dias...Foi cultura in natura, na veia, um choque maravilhoso que desbundou a mim e a todos que levei do Sudeste - um monte de jornalistas que achava que sabia das coisas. Muitos deles, relataram depois que a experiência do Mercado Cultural e suas múltiplas apresentações, aquela maratona de shows e espetáculos, o corre-corre pra não perder nada o dia inteirinho....era a coisa mais maravilhosa que já havia sido inventada.

No sobe e desce da Ladeira do Curuzu, nas noites animadas do Pelourinho, ao som de muito forró, samba, punk, estreitei os laços de amizade com Zuenir Ventura e sua Mary, e Luis Fernando Verissimo e a maravilhosa Lucia. Só o Mercado poderia me proporcionar isso, a oportunidade de conviver com figuras tão ilustres, pessoas tão maravilhosas,  apaixonados como eu pelo projeto de Ruy Cesar.

O Mercado Cultural foi a porta de entrada para eu me envolver com tudo na Via Magia, especialmente a escola. Quando a gente está lá entende: a escola é o pilar de tudo. Quisera eu que em todos os cantos, e em especial no Rio, onde vivo, tivesse algo parecido com a Escola Casa Via Magia. Sonhei com essa escola pros meus dois filhos, Lucas e João. O trabalho de Rô e Ruy é lindo! Dá gosto compartilhar. Pra mim, é sempre uma injeção de coragem e de esperança quando chego na Bahia e sou acolhida por lá, pela Edilene, pela Lucia, pela e pelo Ruy. Sou uma apaixonada por todo o trabalho que é feito naquela casa! Agradeço aos deuses quando colocaram Ruy Cesar no meu caminho trazendo essa enorme surpresa. Axé pelos 25 anos da Via Magia, e que se transformem em 2500 pela ação de apaixonados multiplicadores, como eu.

Rita Fernandes

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