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Instituto Cultural Beneficente Steve Biko          |    Versão em Inglês

O Instituto Cultural e Beneficente Steve Biko - uma homenagem ao líder sul-africano que lutou contra o regime do Apartheid, na África do Sul - é uma entidade sem fins lucrativos, organizada por professores e estudantes afro-brasileiros. A entidade tem com propósito a reconstrução da identidade étnica, da auto-estima e cidadania de afro-brasileiros, em um contexto de formação política, objetivando desenvolver atividades para preparar tais indivíduos na luta pela inserção social.

Nesse sentido, foi criada, em 1992, a Cooperativa Educacional Steve Biko para fortalecer a luta contra o racismo através de uma proposta concreta: a contribuição no ingresso de jovens afro-brasileiros de baixa renda, nas universidades, através de um curso preparatório ao exame de vestibular. Contribuindo, também, para a formação da consciência étnica e de cidadania.

No seu primeiro ano, a Cooperativa contou com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFBa, que cedeu uma sala, onde foi ministrado o curso, custeado através de pequenas contribuições dos alunos e de colaboradores esporádicos. Esses parcos recursos também serviram para pagar as despesas com transporte dos professores-colaboradores. A instituição contava ainda com um grupo de coordenação, formada por 11 pessoas. Em 1992 o curso iniciou o ano letivo com 30 alunos, subiu para 66 e terminou o ano com 20 estudantes. Desse total, 14 foram aprovados nos vestibulares.

Animados com esse resultado, foram tomadas algumas medidas para melhorar a oferta do curso. Em 1993, foi alugada uma sala para 50 alunos e, em decorrência da grande procura, foi necessário aplicar um processo de seleção. Cinqüenta alunos foram selecionados no primeiro semestre, mais 20 no segundo, em decorrência da evasão escolar. No final do ano o curso tinha 23 alunos. Desse total, 15 foram aprovados.

Foi organizado, em fevereiro de 1994 , um seminário de planejamento da Cooperativa, que contou com a participação dos sócios-contribuintes, ex-alunos, professores e coordenadores. Através da ajuda de colaboradores, a Cooperativa funcionou naquele ano, em duas salas do Colégio Neruda. No total, foram 100 alunos aprovados no processo de seleção. As aulas foram ministradas por 18 professores.

De fevereiro de 1995 a março de 1999, a instituição funcionou em um imóvel alugado, onde além do curso de pré-vestibular, foram desenvolvidas atividades como cursos, palestras, workshops e oficinas.

Em 1999, a Biko firmou convênio com a Universidade Estadual da Bahia (Uneb) que cedeu , desde março de 99, parte das instalações do Centro de Estudos e de Pesquisas das Culturas Indo Afro-americanas e Caribenha (CEPAIA).

De 1992 até hoje, 1999, o número de estudantes aprovados no vestibular já chega a 150. Atualmente são lutas prioritárias da instituição conseguir sede própria para então, ampliar a oferta de vagas no curso de pré-vestibular e oferecer novos cursos de auto-capacitação.

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The Steve Biko Cultural Institute

The Steve Biko Cultural Institute, whose name honors the South African leader who fought against the apartheid regime in South Africa, is a non-profit organization, organized and run by Afro-Brazilian teachers and students. Its mission is to aid in rebuilding and reinforcing Afro-Brazilians’ sense of ethnic identity, self-esteem and citizenship through consciousness raising activities that prepare individuals in their fight for equal representation in society.

With this goal in mind the Steve Biko Educational Cooperative was founded in 1992, to join in the struggle against racism. The proposal was concrete: to help young Afro-Brazilian students from disadvantaged socioeconomic backgrounds get into institutions of higher education by offering a preparatory course for the public university entrance exams. These efforts would also contribute to raising ethnic and civil rights awareness.

During its first year, the Cooperative depended upon the support of the Federal University of Bahia’s Students’ Association, which provided space for the course, and on small donations from students and other patrons. The resources were used to pay for the transportation of the 11 teacher-coordinators. In 1992, the first classes began with 30 students, eventually growing to 66. By the end of the year, 20 students had completed the course and of these, 14 passed the entrance exams.

Enthusiastic about these results, steps were taken to improve the course offerings. In 1993, a room was rented with a capacity for 50 students, and due to the high demand for the course, a selection process was implemented. 50 students were selected for the first semester, and twenty more in the second to replace non-continuing students. At the end of the year, the course had 23 students; of these, 15 passed the exam.

In February 1994, the Cooperative organized a structural planning seminar, with the participation of patrons, graduated students, teachers and coordinators. Thanks to these efforts, the Cooperative was able to function that year in two rooms at the Colégio Neruda High School. 100 students were approved in the selection process and classes were given by 18 teachers.

From February 1995 to March 1999, the institution operated out of a rented space where courses, seminars and workshops were developed along with the preparatory course for the college entrance exams.

In 1999, the Biko Institute signed an agreement with the State University of Bahia, (UNEB) pursuant to which Biko is allowed to use space at UNEB’s Indigenous, Afro-American and Caribbean Research Study Center - CEPAIA.

From 1992 to 1999, 150 students passed the entrance exam. Currently, the top priority of the institution is to obtain its own, fixed location so that it can increase the number of spaces available in the preparatory course and offer new self-development classes.

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