Antecedentes do III Mercado Cultural |
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O Mercado Cultural foi criado para romper o crítico isolamento geográfico e cultural da América Latina, esperando estabelecer condições sólidas para o intercâmbio de informações, desenvolvimento de oficinas e estágios, assim como a criação de projetos de colaboração. Nas suas edições anteriores, em 1999 e 2000, o Mercado trouxe ao Brasil representações das mais significativas organizações culturais da América Latina, Caribe, Estados Unidos e Europa.
Fazendo um balanço dos negócios efetivados durante essas duas edições do Mercado, registramos diversas contratações de grupos e companhias de dança, teatro e musica para festivais ou turnês em vários países, além de intercâmbios e trocas de experiências entre os festivais presentes.
Artistas que se apresentaram no I e no II Mercado, como Virgínia Rodrigues (Brasil) e Suzana Baca (Peru), foram contratados para apresentações em outros eventos internacionais. Pequenas companhias de música do Chile, Costa Rica, Porto Rico, Bolívia e Argentina tiveram a oportunidade de fazer contatos com mercados musicais na Europa. Acordos institucionais entre redes de intercâmbio como a Rede Latino-Americana, Rede Brasil, IETM (Europa) e NCCC (Estados Unidos) resultaram em compromissos de cooperação.
Da mesma forma, solidificou-se o intercâmbio entre Ministérios da Cultura de diversos países da América Latina, que buscaram ampliar a distribuição de seus produtos culturais e divulgar as suas companhias nacionais de dança e teatro, numa iniciativa que envolveu organizações, como o Instituto Nacional de Bellas Artes (México), o Iberarte (Espanha), a Fundación para Las Artes (Porto Rico) e a Funarte (Brasil).
Outro aspecto importante do Mercado Cultural é a participação ativa das agências governamentais, empresas e fundações na construção e fortalecimento de seus processos - participação esta que vem crescendo a cada edição do evento. Não poderíamos deixar de ressaltar ainda o suporte concedido pela Fundação Ford, que tem sido fundamental para aglutinar um número cada vez maior de instituições e viabilizar a realização de vários projetos artísticos.
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