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Matéria
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Arte sobre o Papel |
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Por
Engenio Afonso
Pluralidade de idéias. Essa é a
tônica da coletiva em exibição
na galeria de arte do Ebec-Pituba. Sete artistas
plásticos de nacionalidades diversas, com
predominância para os baianos, expõem
seus trabalhos em uma exposição
que faz parte da mostra de artes visuais do VI
Mercado Cultural. A abertura foi na quinta-feira
(01/12) com a presença de artistas e convidados.
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As
curadoras do Mercado, Matilde Matos e Rose Lima,
selecionaram uma série de desenhos de várias
técnicas para mostrar a força do
trabalho de artistas da Bahia, do Rio Grande do
Sul e da Argentina. A exposição
fica aberta ao público até o dia
17 de dezembro, de segunda a sexta-feira das 9
às 19h e nos dias 10 e 11/12 (sábado
e domingo), das 14 às 18h.
. Veja as fotos
da Exposição, dia 01/12.
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OS
ARTISTAS
Elias Santos
– O artista plástico explora, numa
forma gráfica elaborada, o universo
das máscaras e ritos arcaicos. Nessa
mostra, ele procura dar visibilidade a forças
que concorrem para a constituição
de um corpo, de uma política e de
uma subjetividade.
“O meu trabalho é mais uma atitude
em face ao trabalho do desenho, em que busco
liberar o traço dos nossos condicionamentos
prévios. Eu deixo que o desenho flua
por intermédio da mão. Trabalhei
com o |
sentido
de máscaras ancestrais porque os
ritos primitivos, a relação
com os povos antigos me comovem bastante”
pontua Elias. Ele diz que a proposta do
Mercado de Cultural é “de confluência
de idéias em que o meu trabalho se
une. Uma proposta de manter as diferenças
e aproximar as pessoas”. |
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Juarez
Paraíso – Dominando com segurança
as diversas técnicas das artes plásticas
e gráficas, no conjunto da obra de Juarez
estão esculturas, murais, grades e calçadões
para praças e edifícios de Salvador,
além de vários outros trabalhos.
Para essa mostra, o artista apresenta a qualidade
do seu irrepreensível desenho.
“Trabalho com desenho desde fim de 1959. Para
mim é uma honra estar participando do Mercado
Cultural, principalmente através de Matilde
Matos, que é uma excelente crítica,
excelente curadora. A gente sabe que |
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| a moda
atual converge para instalações, a
morte da pintura, do desenho, da gravura, das técnicas
tradicionais. Então, é sempre interessante
ver talentos de desenhistas que estão expondo
aqui”, garante Paraíso. Ele diz ainda
que “o Mercado Cultural hoje é uma realidade,
uma coisa fecunda demais para Salvador, que vivia
mais de nome e agora não, vive de fato e
de cultura”. |
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Adalberto
Alves – Na série de desenhos
Destemidos , Adalberto constrói
uma poética visual do corpo pelo
registro instantâneo do gesto. Fruto
de suas inquietações, o artista
foge a qualquer sofisticação
para revelar o ato compulsivo de desenhar
a insistente repetição do
corpo.
“Tenho a honra de participar pela primeira
vez do Mercado Cultural em uma exposição
cujo foco é a técnica do desenho.
Trago uma instalação composta
por 42 desenhos de caneta sobre o papel.
A característcia fundamental dessa
séria de desenhos é a |
gestualidade
e a instataneidade do desenho”, afirma
Adalberto. |
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Andrés
Rubio – O trabalho do artista argentino
mostra que o sentido é gerado através
da linha, do plano e da técnica mista,
que traduzem perturbações e procuram
funcionar como metáfora da própria
existência.
“Estou expondo desenhos que fazem parte de um
projeto que estou desenvolvendo este ano sobre
a intervenção externa no físico,
principalmente na exposição que
sofre o ser humano no exterior”, explica Rubio.
E acrescenta dizendo que acha “interessante no
Mercado essa iniciativa de mostrar um pouco o
desenho sobre o papel, que é bastante esquecido
em função da |
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| pintura”.
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Naura
Timm – Seu trabalho é definido,
por ela própria, como um confronto
com sua proposta existencial. Nas obras,
a gaúcha Naura busca continuar a
realização do que chama de
“arte do coração”, que bate
em ritmo universal e que toma o sentir como
base de sua criação.
“Nessa exposição, apresento
desenho imensos, de um metro e dez por noventa,
que estou acostumada a fazer e viajar porque
o desenho é mais fácil de
carregar do que a tela. São desenhos
de como eu sinto |
Brasília,
bem colorida, muito sensual. Represento
aspectos de Brasília que vejo como
poderosa, como a mulher maravilha. Muito
auto-suficiente, muito autônoma, parece
figura daqueles heróis de gibi. Câmara
e Senado de forma fálica com o sol
nascendo entre eles. É quase erótico,
o trabalho”, admite Naura. |
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Adriano
Castro – O artista, bastante conhecido
por sua passagem pelo BBB 1, expõe desenhos
de carros, em caneta, que ele resgatou na memória
afetiva da infância. São vários
desenhos com traços geométricos
formando um mosaico criativo.
“Artes plásticas na Bahia é muito
difícil, é dar murro em ponta de
faca mesmo, então é muito importante
que tenha esse Mercado Cultural em que a gente
possa fazer esse intercâmbio com artistas
da Bahia e do mundo inteiro”. Adriano afirma que
o seu trabalho são carros trazidos pela
memória “em que procurei |
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| trabalhar
figura e fundo, fundindo-os e tentando obter um
resultado pictórico bastante interessante.
Algumas pessoas dizem que é neoconcreto,
outras dizem que parece muito com Mondrian. Tudo
para mim é só elogio”, arremata. |
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Zau
Pimentel Seabra - Nessa mostra,
a artista plástica dá continuidade
a uma série de trabalhos em que resgatou
das ruas peças de cor cinza, sobre
as quais foram feitas colagens relacionadas
à condição da mulher
no mundo contemporâneo. Ao retrabalhar
as peças, a artista cria desenhos
que exploram contrastes de preto e branco,
de luz e sombra, como espelhamento das nuances
da vida. |
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