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Filhas d’Oxum
 

Por Jorge Velloso

~ Filhas d'Oxum ~Fogos de artifício nos céus da Praça Dois de Julho (Campo Grande), avisavam o início do Cortejo do Grupo Filhas d'Oxum. Cerca de 30 dançarinas vestidas em amarelo e vermelho, além de 10 homens tocando instrumentos percussivos, trouxeram religiosidade, swing e cultura africana para as ruas de Salvador. Sob os olhos atentos de transeuntes e turistas, o grupo cantava e dançava cânticos em iorubá e alguns afoxés. "Estou me divertindo muito vendo esse grupo. As roupas são muito bonitas e as meninas dançam muito bem", opinou Victoria Krazuski, turista alemã.

Na frente do cortejo, um bailarino vestido do orixá Exu e uma dançarina, com as vestes da entidade Maria Padilha, abriam os caminhos do Cortejo. De acordo com o presidente do grupo, Dalvadízio Fonseca, “é necessário um respeito especial pelas entidades das religiões africanas em apresentações dessa natureza”. Ele se diz muito feliz em participar do VI Mercado Cultural. "É muito gostoso e gratificante participar do Mercado. É uma oportunidade que temos de mostrar um pouco da cultura e religiosidade africana e baiana".

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~ Ruy Cezar ~O Cortejo passava pelas ruas, em direção ao estacionamento do Teatro Castro Alves, convidando e trazendo consigo as pessoas para a inauguração da FALA – Feira de Artes e Oportunidades. Na frente da feira, ao som da canção É d'Oxum , do compositor Gerônimo, o diretor geral do VI Mercado Cultural, Ruy Cezar, cortou a fita e inaugurou formalmente a feira.

A FALA é uma oportunidade para o estabelecimento de diálogos e contatos entre os artistas, produtores e diretores de centros culturais. Nesse ano, 80 stands de grupos culturais venderão seus produtos, farão lançamentos de livros e mostras artísticas. Em um dos stands - Cavaleiros de Jorge / Gravadora Eldorado - por exemplo, haverá a apresentação de artistas como Edith do Prato, às 18h de hoje e da vencedora do Prêmio Tim de melhor cd de música regional, Mariene de Castro, no fim da tarde de amanhã.

~ Filhas d'Oxum ~A professora aposentada Valnízia Pedreira, gostou muito da organização da feira. "As lojas estão com produtos bonitos, mostrando realmente a cultura da Bahia e do Brasil", disse. Na FALA as pessoas podem encontrar camisas e bolsas no stand da Fundação Pierre Verger; tecidos com desenhos de Cosme e Damião manufaturados pro meninos do Projeto Axé, no stand da Séc. de Emprego e Renda; roupas africanas, na Casa da Nigéria e o cd do grupo afro Ilê Aiyê, no stand Cavaleiros de Jorge.


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