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Samba de Roda
 

Bem-vindos à roda de samba

Por Luciano Matos

~ Samba de Roda Maracangalha  ~Pouco importa na verdade onde o samba nasceu. Originário da África, o samba surgiu de ritmos trazidos na diáspora e se transformou em símbolo do Brasil. Uma das células-mãe dessa criação, o samba de roda, veio da Bahia, mais especificamente, da região do recôncavo e ganha uma homenagem digna de sua importância no VI Mercado Cultural. Desde ontem e durante as quatro noites, subseqüentes, as tradições e a riqueza de uma das mais sinceras manifestações da cultura nacional tomou os palcos do teatro Sesc-Senac com grupos vindos de várias localidades do estado.

A celebração começou ontem (dia 7), com apresentação de cinco grupos, muito ritmo e samba no pé. Bastou começarem a tocar os repiques para a magia tomar conta do espaço. Nascido em Ipirá e criado em Santo Amaro , o cantor e compositor Raimundo Sodré, acompanhado de sua banda, abriu a festa com seu cardápio de ritmos do Recôncavo: samba de roda, chula e samba-duro.

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~ Samba de Roda Maracangalha ~Era o abre-alas para um desfile de tradicionais grupos de samba de cidades do recôncavo. O Samba de Viola União Teodorense entrou no palco com graça e leveza, vestidos de amarelo e branco e provando porque a Unesco declarou o samba de roda como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Jovens e velhos, homens e mulheres, todos tocando juntos e mostrando uma expressão de seu cotidiano, dançando e cantando suas tradições e suas vidas na mais pura e sincera expressão artística. Oito homens sentados, tocando viola, violão, pandeiros, repique e tambor de marcação, ditavam o ritmo, com um samba chula contagiante.

Em pé, nove mulheres se revezavam entre palmas, os tradicionais pratos, triângulo, um coro de vozes e, evidente, a sedutora e bela dança. Uma de cada vez, reverenciava os tocadores para, em seguida, entrar na roda e conquistar a platéia. Para estes, não tinham muitas opções: ou assistir a tudo sentado, impressionado com a vitalidade despejada em cima do palco, ou entrar no espírito da roda e se deixa levar pelo ritmo. O Samba Chula Os Filhos da Pitangueira, de São Francisco de Conde; Samba de Roda de São Braz, de Santo Amaro e o Samba Chula de Maracangalha, de São Sebastião do Passé fecharam a primeira noite onde as origens do samba foram reverenciadas.

As apresentações de Samba de Roda prosseguem hoje, às 23 horas, no Teatro Sesc-Senac, no Pelourinho, com os grupos Barravento, Sambadores de Mutá (Jaguaripe), Samba de Raparigas (Saubara), Samba Raízes de Angola (São Francisco do Conde) e Dona Nicinha e Raízes do Samba de Santo Amaro.

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