Era o abre-alas para um desfile de tradicionais grupos de samba de cidades do recôncavo. O Samba de Viola União Teodorense entrou no palco com graça e leveza, vestidos de amarelo e branco e provando porque a Unesco declarou o samba de roda como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Jovens e velhos, homens e mulheres, todos tocando juntos e mostrando uma expressão de seu cotidiano, dançando e cantando suas tradições e suas vidas na mais pura e sincera expressão artística. Oito homens sentados, tocando viola, violão, pandeiros, repique e tambor de marcação, ditavam o ritmo, com um samba chula contagiante.
Em pé, nove mulheres se revezavam entre palmas, os tradicionais pratos, triângulo, um coro de vozes e, evidente, a sedutora e bela dança. Uma de cada vez, reverenciava os tocadores para, em seguida, entrar na roda e conquistar a platéia. Para estes, não tinham muitas opções: ou assistir a tudo sentado, impressionado com a vitalidade despejada em cima do palco, ou entrar no espírito da roda e se deixa levar pelo ritmo. O Samba Chula Os Filhos da Pitangueira, de São Francisco de Conde; Samba de Roda de São Braz, de Santo Amaro e o Samba Chula de Maracangalha, de São Sebastião do Passé fecharam a primeira noite onde as origens do samba foram reverenciadas.
As apresentações de Samba de Roda prosseguem hoje, às 23 horas, no Teatro Sesc-Senac, no Pelourinho, com os grupos Barravento, Sambadores de Mutá (Jaguaripe), Samba de Raparigas (Saubara), Samba Raízes de Angola (São Francisco do Conde) e Dona Nicinha e Raízes do Samba de Santo Amaro.
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