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Samba de Roda - 8/12
 

A chuva cai, mas o samba não pára

Por Márcio do Vale
Fotos por Quintas

~ Nicinha ~“Isso é apenas uma puada”, diz o anônimo. Estamos na quinta-feira, dia 8, no Pelourinho, no meio da chuva que interrompeu por alguns momentos a apresentação de samba-de-roda. “Puada é chuva fraca, que cai para enganar”, explica.

Ele se diz pescador, mas o que fazia naquela noite era apresentar os grupos de samba. Se a história da “puada” é certa ou não, deixemos para outro momento, o fato foi que, mesmo com a chuva que por momentos caia no Pelourinho, o samba de roda não parou.

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~ Sambadores de Mutá ~A festa começou com a apresentação do Samba Raízes de Angola, de São Francisco do Conde, no pátio do Sesc-Senac. A roda, composta por um naipe de tamborins, cavaquinho, violão e pandeiros, contagiou o público, que não resistiu ao convite e desceu para sambar junto ao palco.

Em seguida, foi a vez dos Sambadores de Mutá entrarem na roda. No entanto, no meio da apresentação, a chuva fez com que o local do show fosse transferido para dentro do teatro Sesc-Senac. Apenas uma pausa para ganhar mais um fôlego, diga-se.

~ Nicinha ~

Quem acredita que com a mudança do espaço, mudou-se também o espírito e a disposição de músicos e público, engana-se. Os sambas-de-roda continuaram a contagiar a platéia do início ao fim. E essa foi a tônica da noite, muito samba, dança no pé e um público alegre e extasiado que explodia em palmas.






~ Nicinha ~

Na noite de ontem, ainda se apresentaram Dona Nicinha e Raízes do Samba, de Santo Amaro e o Samba das Raparigas, de Saubara. Hoje, dia 9, sobem ao palco, a partir das 23h, o cantador Bule Bule, o Bumba-Meu-Boi de Parafuso, Dança de São Gonçalo de Pitanga dos Palmares, o Samba de Capela e os Sambadores de Tocos.



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