Valdina questionou a função humanizadora das artes e falou da necessidade de nos completarmos a partir do próximo. “Você tem sempre algo para receber do outro que possa lhe completar. É ele que, às vezes, nos permite enxergar nossas potencialidades”. Disse também que a riqueza e a pobreza são conceitos relativos, que dependem da visão de mundo de cada um. “Ter sem ser, é riqueza?”, perguntou ela para si e para as pessoas presentes no auditório. “A arte está servindo para o quê? Para ter ou para ser? Como a gente vai interagir com o outro, tendo e não sendo?”, refletiu mais uma vez.
As grandes catástrofes atuais, como um sinal de fim do mundo, foi outra questão que Valdina falou de forma desconcertante. “Precisamos de mais humanidade para viver bem e com dignidade”, alertou ela, ao final da palestra. Com os olhos cheios de lágrimas, a coordenadora de uma das unidades do Sesc no Crato (Ceará), Thailyta Feitosa, disse: “Ela me tocou muito com suas palavras porque chamou a atenção para as nossas responsabilidades ancestrais”.
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