“É importante termos artistas com interesses diferentes para dar espaço para uma multiplicidade de visões”, diz André França, que expõe uma série de fotografias com imagens de um parque de diversões, num projeto que pretende resgatar as memórias de sua infância. “É um bom estímulo para troca de experiências”.
O diálogo entre os artistas, no entanto, vai além do contato imediato dentro dos espaços das galerias. “É tudo distante e muito perto”, diz a argentina Marisa Gallo, que expõe suas obras pela primeira vez no Brasil. “Vejo aqui uma aspiração a conceitos e idéias comuns, à busca de sentido que nos une mesmo na diversidade”.
O sucesso das duas mostras foi evidenciado pelo bom público presente nas duas galerias. Gêssê Lyberdade, poeta, e a designer argentina Raquel Risso, foram exemplos do que se viu nas exposições. “Estou fascinado, é muita coisa diferente em um mesmo lugar, isso contribui para o enriquecimento da estética”, diz o poeta.
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