Um dos nomes por trás do projeto Música do Brasil - que correu o país registrando as mais diversas manifestações musicais -, Beto Vilares é um apreciador da mescla de elementos. “A mistura, sem dúvida, é o caminho. Aprendi que o importante é não ter muito medo de ser feliz, é chegar e fazer. O Musica do Brasil me deu uma inspiração temática muito grande. Conheci muita coisa, muitos motivos para se fazer música, diferente daqueles que a gente imagina, sendo cosmopolita, fazendo música pensando sempre que ela vai tocar no rádio”, afirmou.
Para ele, a participação no projeto foi a grande virada na carreira. “Foi muito importante conhecer essa gente que faz uma música incrível, enquanto eles nem julgam aquilo música”. Segundo ele, a multiplicidade de ritmos e a possibilidade de se fazer música, serviram como inspiração, que faz uso especialmente de ritmos ternários, que, em geral, são oriundos de cerimônias religiosas. “Coisas que eu não conhecia, não tinha noção e procurei trazer para minha música”.
Sem a preocupação de comportar sua sonoridade dentro de um estilo ou rótulo, o cantor e sua banda traçaram durante os 50 minutos de show um panorama natural entre o tradicional e o moderno, como se não fizesse distinção entre um efeito sintetizado e o batuque. A nova música brasileira escancarada em belas canções e em arranjos primorosos. O repertório do show, baseado no disco “Excelentes Lugares Bonitos”, com os pedidos de bis, ganhou a adição de canções do Brinquedo de Alagoas Baianar. A aceitação do público presente foi total, inclusive com produtores internacionais procurando o cantor para levar o show para festivais fora do país.
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