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Beto Villares


Inventividade com ritmos brasileiros

Por Luciano Matos
Fotos por Quintas

~ Beto Villares ~Uma grata surpresa para quem ainda não conhecia e a confirmação de um excelente show para quem já tinha ouvido o disco. Essa foi a percepção da apresentação do paulista Beto Villares, que, nesta sexta-feira, mostrou uma música com muita personalidade e criatividade, utilizando-se de diversos elementos da música brasileira, no Teatro Moliére, dentro da programação do VI Mercado Cultural.

“Eu não sou um expert em nenhum ritmo brasileiro. Tenho uma noção geral e misturo tudo até por não ser especializado em nenhum deles. Eu deixo as coisas entrarem. Procuro encontrar as formas que funcionam, não tocar a primeira forma que vem à cabeça. A gente inventa muito. Acabo sendo um inventor de ritmos”. A sonoridade traz carimbó, samba, aboio, maracatu se entrelaçando com samples e efeitos, criando uma música própria.

Acompanhado de guitarra e uma excelente banda formada por um baixista, trompetista e dois percussionistas, Vilares mostrou como realmente a música brasileira é inventiva. A percussão com os pés no Nordeste, já que ambos os músicos (Maurício Alves e Mestre Nito), são pernambucanos, ritmava deliciosamente com o baixo, enquanto o toque do trompete remetia ao mesmo tempo ao jazz e aos grupos de sopros tradicionais do interior do país.

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~ Beto Villares ~Um dos nomes por trás do projeto Música do Brasil - que correu o país registrando as mais diversas manifestações musicais -, Beto Vilares é um apreciador da mescla de elementos. “A mistura, sem dúvida, é o caminho. Aprendi que o importante é não ter muito medo de ser feliz, é chegar e fazer. O Musica do Brasil me deu uma inspiração temática muito grande. Conheci muita coisa, muitos motivos para se fazer música, diferente daqueles que a gente imagina, sendo cosmopolita, fazendo música pensando sempre que ela vai tocar no rádio”, afirmou.

Para ele, a participação no projeto foi a grande virada na carreira. “Foi muito importante conhecer essa gente que faz uma música incrível, enquanto eles nem julgam aquilo música”. Segundo ele, a multiplicidade de ritmos e a possibilidade de se fazer música, serviram como inspiração, que faz uso especialmente de ritmos ternários, que, em geral, são oriundos de cerimônias religiosas. “Coisas que eu não conhecia, não tinha noção e procurei trazer para minha música”.

~ Beto Villares ~Sem a preocupação de comportar sua sonoridade dentro de um estilo ou rótulo, o cantor e sua banda traçaram durante os 50 minutos de show um panorama natural entre o tradicional e o moderno, como se não fizesse distinção entre um efeito sintetizado e o batuque. A nova música brasileira escancarada em belas canções e em arranjos primorosos. O repertório do show, baseado no disco “Excelentes Lugares Bonitos”, com os pedidos de bis, ganhou a adição de canções do Brinquedo de Alagoas Baianar. A aceitação do público presente foi total, inclusive com produtores internacionais procurando o cantor para levar o show para festivais fora do país.


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(não se assuste com os barulhos no fundo, não é um maracatu, estava sendo montado um palco no teatro enquanto ele falava).

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