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Juarez Moreira
 

Por Márcio do Vale
Fotos por Claudio David

Destreza no violão-solo de Juarez Moreira


Com a difícil missão de tocar após a aclamada apresentação dos músicos australianos Tunji Beier e Linsey Pollak, o violonista Juarez Moreira subiu ao palco para mostrar suas canções, nas quais busca belezas harmônicas, melódicas e rítmicas com o seu violão-solo.

Ele pode não ter instrumentos tradicionais de regiões distantes ou construídos pela própria mão, não tinha outros músicos em cena com quem dividir a atenção e, certamente, não tinha a irreverência dos australianos que o antecederam.

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~ Cavalo Marinho do Mestre Batista ~Porém, o violonista tinha lá suas armas nesta última sexta-feira, dia 9. Mineiro, é de poucas palavras e se apresentou no Mercado Cultural deste ano acompanhado apenas de seu violão de cordas de náilon e sua peculiar destreza.

Com vinte e sete anos de carreira, autodidata, Juarez Moreira apresentou uma série de canções onde se revezavam composições próprias e de mestres como José Menezes, Tom Jobim e Baden Powell.

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A impressão que dá é que Juarez é econômico no estilo, preocupando-se com que tudo esteja em ordem. O que, mais do que virtuose, deixa entrever o compromisso com que tudo esteja bem arrumado e casado.

E foi assim que Juarez Moreira se apresentou, com poucas palavras, muito violão dedilhado, um choro em homenagem a Piazolla e arranjos inspirados em cantigas de roda, como “Atirei o Pau no Gato”, dedicadas aos sobrinhos, “que não me deixavam afinar o violão brincando com as cordas”, como disse.

Hoje no ACBEU se apresentam o Trio Manari, do Pará, e a mineira Marina Machado.

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