Responsável por mais de 50 festivais de música na Europa, Dubi Lenz abriu o evento numa fala apaixonada, onde assumiu a importância da cultura como elemento gregário. “Quem lida com a cultura, na maioria das vezes, é inocente e cheio de sonhos. Temos que continuar sonhando e trabalhando muito para realizar estes sonhos”. Numa referência a um samba-enredo antigo da Mocidade Independente, proclamou: “Sonhar não custa nada”. Exemplificou esse sentimento com uma música do grupo israelense Davi Broza & Sabrini, cantada em hebraico e árabe e acompanhado de um coral de crianças palestinas e israelenses. Concluiu sugerindo que, no próximo Mercado, todos os artistas se reunam para um grande concerto final.
Partindo do princípio de incentivar e divulgar a produção cultural das comunidades locais, o evento promove alguns projetos especiais, como o Mercado nos Bairro, que destaca a produção cultural das comunidades do Subúrbio ferroviário, Itapuã, Liberdade, Itapagipe e Federação.
Por meio de outro projeto especial, Mestres Populares da Cultura, a festa de abertura desta edição evidencia pessoas que desenvolvem atividades de relevância cultural e social nas suas comunidades. Dentre esses representantes, estão Mestre Nelito, Dona Carlota, Mestre Cacau do Pandeiro, Mestre João Pequeno – tido como o maior expoente da capoeira de Angola -, e a Makota Valdina Pinto, educadora e excelência em cultura e religiosidade africana.
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