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Mesa de Abertura do VI Mercado Cultural
 

Por Luciano Matos

~ Ruy Cezar Silva  ~Celebração foi o tom da abertura do VI Mercado Cultural, ontem, no Hotel da Bahia. Os participantes da mesa, formada por Dubi Lenz (European Forum Israel), Vera Mussi (Fórum Nacional de Secretários de Cultura), Valdina Pinto (Fórum Cultural Mundial), Valéria Barros (SEBRAE), Paulo Costa Lima (Presidente da Fundação Gregório de Mattos), Armindo Bião (Fundação Cultural do Estado), Olívia Santana (Secretaria Municipal de Educação e Cultura), Paulo Gaudenzi (Secrataria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia) e Ruy Cezar Silva (Presidente do Mercado Cultural), saudaram as comitivas de diversos países e estados e os participantes do evento. Na platéia, presença de artistas, produtores e autoridades, como os 21 secretários de cultura de estados brasileiros.

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~ Paulo Lima ~Responsável por mais de 50 festivais de música na Europa, Dubi Lenz abriu o evento numa fala apaixonada, onde assumiu a importância da cultura como elemento gregário. “Quem lida com a cultura, na maioria das vezes, é inocente e cheio de sonhos. Temos que continuar sonhando e trabalhando muito para realizar estes sonhos”. Numa referência a um samba-enredo antigo da Mocidade Independente, proclamou: “Sonhar não custa nada”. Exemplificou esse sentimento com uma música do grupo israelense Davi Broza & Sabrini, cantada em hebraico e árabe e acompanhado de um coral de crianças palestinas e israelenses. Concluiu sugerindo que, no próximo Mercado, todos os artistas se reunam para um grande concerto final.

~ Ruy Cezar Silva  ~Partindo do princípio de incentivar e divulgar a produção cultural das comunidades locais, o evento promove alguns projetos especiais, como o Mercado nos Bairro, que destaca a produção cultural das comunidades do Subúrbio ferroviário, Itapuã, Liberdade, Itapagipe e Federação.

Por meio de outro projeto especial, Mestres Populares da Cultura, a festa de abertura desta edição evidencia pessoas que desenvolvem atividades de relevância cultural e social nas suas comunidades. Dentre esses representantes, estão Mestre Nelito, Dona Carlota, Mestre Cacau do Pandeiro, Mestre João Pequeno – tido como o maior expoente da capoeira de Angola -, e a Makota Valdina Pinto, educadora e excelência em cultura e religiosidade africana.

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~ Conferencia ~Representando o Fórum Cultural Mundial, a makota Valdina Pinto manteve o mesmo espírito, exaltando a importância da estada de todos no planeta para colocar em prática esses sonhos. “É importante sonharmos, realizarmos esses sonhos e se deixar levar por eles. Temos que buscar semear, através das manifestações culturais, um mundo de paz”. Já a representante do Sebrae, Valéria Barros, falou como o Mercado não é apenas um evento, mas sim, um aprendizado, com sua mistura de cores, raças e tipos.

A importância do papel da cultura também foi ressaltada por Paulo Lima, que falou como ela possibilita o diálogo, a democratização e a esperança de formatar um novo mundo, papel que já foi de outros campos, como o político. A Secretária de Educação e Cultura de Salvador, representando o prefeito João Henrique, também exaltou a importância do Mercado como espaço da democratização da cultura. “A humanidade consegue ser singular e plural ao mesmo tempo e a democratização da cultura é fundamental para reforçar isso”. Depois das falas, estava aberto oficialmente o Mercado Cultural.



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