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Mestres Populares da Cultura
 

Noite dos Mestres
TCA vive noite digna de mestres

Por Jorge Velloso

~ Mestres Populares da Cultura ~Humildade, sabedoria e cultura tomaram conta do palco do Teatro Castro Alves na noite de abertura do VI Mercado Cultural. Os Mestres Populares Brasileiros foram homenageados e presentearam o público baiano com um show bastante singular. Cacau do Pandeiro, Mestre Nelito, Paraíba da Viola, Dona Carlota, Mestre Curió e Mestre João Pequeno de Pastinha, foram ovacionados pela platéia após a demonstração de um pouco do dom de cada um.

O primeiro a subir ao palco foi Mestre João Pequeno. Natural de Araci, no interior do estado, João Pereira dos Santos é discípulo direto de Mestre Pastinha, o maior expoente da capoeira de Angola. Durante um papo descontraído, João Pequeno contou que devia exclusivamente à capoeira os títulos de Comendador da República e Doutor Honoris Causa – pela Universidade de Uberlândia, Minas Gerais. “A capoeira me fez doutor e eu honro a capoeira”, afirmou. Aos 87 anos, João ainda mostrou muita saúde e vontade de viver. “Quero viver eternamente fazendo capoeira com amor”.

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~ Mestres Populares da Cultura ~“Mestre é uma palavra sagrada”, foi essa a definição de Mestre Curió ao título que lhe foi dado. Juntamente com seu berimbau, Curió fez a platéia do TCA entoar com ele cantigas de capoeira de Angola. Seus discípulos garantem que, além de muita técnica, seu Mestre ensina valores essenciais como humildade e respeito.

Dona Carlota herdou do pai e dos mais velhos de Taperoá a arte de contar histórias. No espetáculo de ontem, ela deu uma lição de como ser gratos às pessoas e coisas que nos ajudam através da história O cambotã encantado . Não faltaram gratidão, humildade e elegância na apresentação de Cacau do Pandeiro. Conhecido e reverenciado no meio musical, Cacau cantou um samba feito pelo seu parceiro musical Riachão. Acompanhado do seu inseparável pandeiro, Cacau fez a platéia entender um pouco mais da cultura do samba.

~ Mestres Populares da Cultura ~O repentista Paraíba da Viola trouxe um pouco de Sertão para o show. Com seus versos inteligentes e engraçados, o violeiro arrancou boas gargalhadas da platéia. Paraíba, que já ganhou 42 troféus e já tem três discos gravados na sua trajetória, definiu o que é ser poeta: “é respeitar a arte, o povo e não falhar”.

A noite dos mestres se encerrou com o samba chula de Mestre Nelito. Primeiro ele mostrou ao público o que é protestar fazendo arte, com um samba que pede democracia e igualdade e pretende sensibilizar os governantes. Depois, animou a todos com um samba corrido, concluindo a noite em ótimo astral.


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