Terreiro Circular encerra com novidade na cena musical baiana
Por Raquel Salama
Fotos de Publius Vergilius
A última noite do Terreiro Circular na Zauber, sábado, dia 02 às 23h, dentro da programação do VII Mercado Cultural, trouxe novidades da cena musical independente da Bahia. A Orquestra Nordestina de Groove (O.N.G.) fez seu primeiro show em grande estilo, logo após a Orquestra Rumpilezz e seguido da banda Lampirônicos com o pernambucano Siba, que tocou no show da noite anterior, o América Contemporânea.
Com um som bem mesclado entre as células nordestinas e pegadas de dub e afro-beat, os músicos da O.N.G. conseguem expressar suas raízes numa linguagem contemporânea. A banda foi criada há quatro meses por Gilberto Monte no âmbito da Eletrocooperativa, uma Ong que trabalha com uma formação musical completa, desde o ensino de instrumentos até a produção de um CD.
Em seguida, Siba arrancou aplausos do público num duelo com o guitarrista da Lampirônicos. O poeta, rabequeiro e compositor pernambucano Siba Veloso atuava na banda Mestre Ambrósio e se lançou em projeto solo numa parceria com músicos tradicionais de Pernambuco, na cidade de Nazaré da Mata, como Biu Roque (mestre de cavalo-marinho), seu filho Mané Roque, Mestre Cosme Antônio e Zeca. Dessa relação nasceu o grupo A Fuloresta e, em 2002, o CD Fuloresta do Samba, recém lançado na França. Nesses quatro anos de existência, o grupo já realizou três turnês pela Europa, passando por festivais de Portugal, Alemanha, Bélgica, França e Holanda.
A decoração do espaço ficou por conta do coletivo de grafiteiros baianos Turbilhão Urbano, que utiliza os muros e paredes da cidade como telas livres, potencializando a divulgação de suas mensagens e atingindo um grande número de pessoas que transitam pelas ruas e avenidas soteropolitanas. Tendo como fundador o grafiteiro Rodrigo Vitório, conhecido como Peace, em parceria com o grafiteiro Limpo, o Turbilhão tem movimentado não somente o espaço urbano, mas residências, ambientes comerciais e galerias de todo o Brasil. O traço da dupla ultrapassa os estereótipos e se contrapõe a todo o mito construído em torno da baianidade.
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