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Elisa Lucinda e Duo Robatto na noite de Culturas Eruditas
Por Vânia Medeiros

Arte sem redomas e torres de marfim. Poesia e música erudita para quem puder e quiser sentir. Paulo Lima, músico e presidente da Fundação Gregório de Mattos, abre a noite apresentando a proposta do encontro: a busca de um conceito de erudição que subverta a noção elitista do termo, que se baseie na diversidade. Os espetáculos fizeram parte do Eparrei: III Encontro de Culturas Eruditas, que apresentou três recitais no Salão Nobre da Reitoria da UFBA e trouxe também grupos como o Ilê Fun-fun e a soprano Gabriella Pace.

Iniciando a noite com música, o Duo Robatto, de flauta e clarineta apresentou belas versões nesses dois instrumentos para músicas que fazem referência à tradição do Candomblé.

Em seguida foi a vez da poesia. Do palco, o lirismo forte, feminino e cheio de humor da capixaba Elisa Lucinda envolveu os espectadores que, já nos primeiros momentos da apresentação se sentiram íntimos de seus versos. “O poeta é o arauto de uma vontade de libertação”, conta ela. Sua poesia trata de temas do cotidiano, revelando os sentimentos profundos, alegres e tristes, densos e suaves dos acontecimentos dos dias que passam.

Entre um poema e outro, Elisa conta muitas histórias. Fala sobre a importância da educação para a liberdade do ser humano, de seu amor pelas crianças, de suas peripécias de poeta nas confusões desse mundo. Conta contos e depois conta como eles nasceram. Brinca com a platéia, criando um ambiente leve e confortável pra a vivência da poesia. “Eu gosto da literatura que fala para todos”, revela.

Elisa Lucinda, além de fazer versos, é também jornalista e atriz. Tem uma série de livros publicados, dentre eles “Euteamo e suas estréias” e “A fúria da beleza”.

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