VII Mercado Cultural desce a Ladeira do Curuzu
Por Lívia Nascimento
O bairro Liberdade é um dos territórios que será palco do VII Mercado Cultural. Entre os eventos que integram a programação, está o Corredor Cultural da Liberdade, que acontece no dia 02 de novembro a partir das 9h na Ladeira do Curuzu. Trata-se de uma iniciativa do Sebrae-Bahia em parceria com o Instituto Sócio-Cultural e Carnavalesco Ibasòréi-Iyá e tem a missão de criar um novo pólo turístico-cultural na capital baiana.
A visita começa com o Ritual no pé da célebre Ladeira do Curuzu, cantada em músicas mundialmente conhecidas ("Quem é que sobe a ladeira do Curuzu, é a coisa mais linda de se ver, é o Ilê Aiyê...”). O Ritual é composto por um grupo de dançarinos e percussionistas vestidos com roupas brancas e azuis organizados por um dos gestores da comunidade que acompanhará os visitantes do Corredor por todo o trajeto.
O primeiro lugar a ser visitado é o tradicional Terreiro de Candomblé Ilê Axé Jitolu, onde os visitantes receberão as bênçãos de Mãe Hilda, a mãe de Vovô do Ilê Aiyê, e pedirão licença para ‘entrar’. Neste mesmo espaço será possível visitar o ateliê de Dete Lima, que faz arte em tecidos com motivos afro.
No mesmo lado da rua os visitantes seguirão até o Centro de Visitação e Restaurante Maria Felipa, um casarão que conta a história de algumas famílias negras do Curuzu e de Maria Felipa, uma mulher que virou heroína por ter liderado a resistência à invasão da ilha de Itaparica durante as lutas baianas pela Independência. No local são promovidos almoços com comidas africanas, além de saraus poéticos e musicais.
O terceiro lugar a ser visitado será o Terreiro Vodum Zoo de Pai Amilton. Lá, o babalorixá Pai Amilton conta a história do Terreiro, como foi sua chegada ao Curuzu e seu trabalho com os jovens que moram próximo ao Terreiro. Em seguida, será possível encontrar Dete Rezadeira com suas folhas abençoadas para rezar os visitantes do Corredor e seus banhos de cheiro. A rezadeira se transformou em uma das grandes atrações do Ritual. O Corredor Cultural será encerrado com uma típica feijoada africana no Wa-Jeum de Mainha, restaurante inspirado nas senzalas, locais onde os negros escravizados no Brasil eram alojados.
Colaborou Tiago Galvão.
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