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Das serras e vales da Unidade de Conservação

Muito esforço já vem sendo feito há algum tempo, no sentido de se proteger o patrimônio natural da região e de se determinar uma área onde todas essas riquezas serão protegidas e intocadas. Sejam as árvores centenárias, sejam as nascentes dos rios, sejam os animais silvestres. A esse tipo de área damos o nome de Unidade de Conservação (UC). Existem diversos tipos de UCs. Como essa é uma área muito grande, e que compreende grandes propriedades privadas sub-utilizadas e algumas comunidades, o esforço vem sendo feito para transformá-la em Unidade de Conservação. Seja enveredando pela Mata Atlântica, ou mesmo sentindo a energia da Caatinga e até visitando a Mata-de-Cipó, constata-se a riqueza destes três diferentes ecossistemas contemplados numa área de 32 mil hectares. Torna-se também necessário proteger os Rios Gongogi, Tarugo, das Mulheres, Uruba e Valentim. A geografia da Unidade é muito bela e especial, pois contempla setores da região de topografias totalmente diversas entre si. Podemos encontrar das serras às terras baixas, uma variação de altitude de 400 até 1500 metros acima do nível do mar. Quando a Unidade começar suas atividades, a utilização dos recursos disponíveis na área deve estar regulamentada, pois se aproveitarmos a natureza de forma inteligente poderemos fazer uso dela sempre.

Enveredando pela Mata Atlântica

[: Parque Nacional :]A mata da região do Valentim. Classificada como “floresta úmida”, essa vegetação é característica de regiões de muita chuva. Vegetação composta por árvores bastante altas, muitas orquídeas, bromélias e anarices; o que faz dela um ecossistema bastante denso e ideal para a diversidade animal. Essa vegetação em todo o Brasil está bastante ameaçada por causa da ação de retirada de madeira.

Sentindo a energia da Caatinga

O nome Caatinga em tupi significa mato branco. Este ambiente se caracteriza por ser composto de árvores e arbustos de caules retorcidos e espinhosos, além de inúmeras espécies de cactáceas. São todas elas plantas que resistem a longos períodos de estiagem. E é justamente quando toda a vegetação seca e fica branca; justificando assim, o nome que os tupis escolheram. Na Caatinga, localizada na parte ocidental da unidade, onde está o distrito de Penachinho, ocorre uma variedade de aves bastante adaptadas ao ambiente árido.

Árvores e arbustos de caules retorcidos e espinhosos

[: Parque Nacional :]A Caatinga, com sua variedade de espécies vegetais, possui um aspecto mágico e único. Na maior parte do ano permanece seca e esbranquiçada, porém, ao contrário do que se pensa, não está morta. Ao menor sinal de umidade ela verdeja novamente, pois precisa de muito pouca água pra se manter viva. Guarda inúmeros segredos ainda pouco revelados em relação aos seus benefícios; muito da sobrevivência dos caatingueiros é extraído de sua flora, seja para uso medicinal, seja para alimentação. Embora pareça triste, a Caatinga tem uma beleza grandiosa porque significa vida e resistência diante das grandes adversidades que a própria natureza impõe.

Variedade de aves

[: Parque Nacional :]Rolinha-branca (Columbina picui), carrapateiro (Milvago chimachima), falcão-de-coleira (Falco femoralis), juriti (Leptotila verreauxi), periquito-da-caatinga (Aratinga cactorum), bacuralzinho-da-caatinga (Caprimulgus hirundinaceus), choca-do-nordeste (Sakesphorus cristatus), piu-piu (Myrmorchilus strigilatus), garrancheiro (Phacellodomus rufifrons), casaca-de-couro (Pseudoseisura cristata), bico-virado-da-caatinga (Megaxenops parnaguae), sebinho-olho-de-ouro (Hemitriccus margaritaceiventer), barulhento (Euscarthmus meloryphus), bem- ti-vi-do-gado (Machethornis rixosus), cãn-cãn (Cyanocorax cyanopogon), vivi (Euphonia chlorotica) , galinho-da-serra (Coryphospingus pileatus), canário-da-terra (Sicalis flaveola), galo-de-campina (Paroaria dominicana), sofrê(Icterus jamacaii).
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