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Temas em Discussão:

“O Mercado Da Cultura Em Tempos (Pós) Modernos”
Natureza e Cultura, Trilhas no Tempo da Federação
Falas da Federação
A Cultura da Federação


“O Mercado Da Cultura Em Tempos (Pós) Modernos”

A Oficina de Produção de Conteúdo, com a proposta de sintetizar o que a autora Nussbaumer em seu livro “O Mercado Da Cultura Em Tempos (Pós) Modernos”, encaminhou a leitura deste livro e que após fosse feita uma resenha. Esta resenha tem a intenção em mostrar o que foi entendido a partir dessa leitura e da discussão sobre o livro. A autora busca através desta obra, elucidar o que seria esse “Mercado Da Cultura” e seus aspectos mais relevantes, assim seu texto está subdividido em três capítulos para melhor compreensão de seus leitores.

No primeiro capítulo, a autora tenta clarear a idéia sobre o que vem a ser esse mercado da cultura e sobre o investimento em cultura. Ela vem com uma bibliografia elaborada que a ajuda na transparência de sua idéia, explica que devido a aspectos culturais e políticos o mercado da cultura dos dias atuais poderia ser chamado de mercado de todas as culturas, pois hoje as informações estão ficando sem fronteiras e cada dia mais fácil a busca de novas informações. A autora cita também a crescente mercantilização da cultura e o uso de ferramentas do marketing tradicional no campo artístico e cultural, surgindo a partir do aperfeiçoamento do tradicional um novo, chamado de marketing cultural. Transparece também que a idéia de investimento na cultura não começou nos dias atuais e sim entre 30 a.C e 10d.C com os mecenas que promoviam as artes e o conhecimento. E que esse investimento é necessário e benéfico para todos envolvidos.

No segundo capítulo, ela evidencia cinco famílias que atuam no mercado da cultura que são: os artistas, os financiadores, a mídia, o público e por último os agentes culturais, que permeiam entres as outras famílias para facilitar o processo e tentar nortear os papéis e atividades dos atores envolvidos se apresentando como intermediários da cultura. A autora denominou todos os envolvidos de atores. Ao público, ela o nomeia de híbrido por causa da mistura da cultura erudita com a cultura de massa, pois não existe mais uma separação tão clara quanto antes. Demonstra também, quanto os patrocinadores podem ser prestigiados por esse investimento na cultura. Cita que a mídia também é influenciada pelo público, ou seja, o papel que a mídia tinha de só influenciar é revisto e reconstruído. Assim, nota-se uma alteridade, a qualidade que antes era de um passa a ser do outro.

No terceiro capítulo, fica evidenciado o quanto é diferente o marketing tradicional do marketing cultural. Pois, no marketing tradicional sua pesquisa de mercado está embasada em quatro aspectos, que são chamados de 4 P’s: preço, praça, produto e promoção. O que no marketing cultural é bem distinto, pois o profissional do marketing aplicado à área cultural deverá conhecer o quanto é sensível esse campo, é o que propõe a autora. Para que esse profissional conheça mais sobre a lógica de mercado no setor das artes e da cultura e com isso saiba trilhar melhor seus trabalhos.

Desta forma, a autora nos sugere que o público popular pode participar juntamente com público erudito e vice-versa de tudo que lhes são oferecidos, pois as fronteiras não mais são vistas e que por isso esse público de tornou híbrido. Também que atores envolvidos deverão ter consciência de seus papéis, para que se estabeleça um trabalho mais sério e bem definido e que a visão do marketing cultural deverá ser mais sutil devido ao campo pelo qual esse marketing passeia. Assim, ela nos esclarece o quanto a mercantilização da cultura é um processo evolutivo e que os artistas aprendam a lidar melhor com esse processo, conheçam as etapas para essa evolução e o beneficio trazido para todas as partes .

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